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Corinthians passa faca e custo de manutenção da arena cai em cerca de 40%
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Vista geral da Arena Corinthians (Crédito: Ronny Santos/Folhapress

Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

Uma série de cortes de pessoal e no volume de serviços na Arena Corinthians fez o custo com a manutenção do local cair em pelo menos cerca de 40%. Reduzir essas despesas era um antigo desejo da direção alvinegra em busca de melhorar o desempenho financeiro de seu estádio.

De acordo com relatório elaborado por grupo de conselheiros encarregado de analisar a situação da casa corintiana, só o valor pago mensalmente para a Tejofran pela manutenção predial caiu de R$ 469.603,45 para R$ 271.102,81. Ou seja, a redução nesse item foi de 42,19%.

Procurada pelo blog, a Tejofran confirmou os cortes e declarou que eles foram feitos apara adequar os gastos à atual situação financeira do Corinthians. Abaixo, leia a nota enviada pela assessoria de comunicação da empresa.

“O contrato com a Arena Corinthians sofreu neste ano uma redução de escopo (número de funcionários empregados e volume de serviços prestados) e, consequentemente, de valor, em razão de um pedido formulado pelo próprio cliente. Ou seja, a renegociação e a consequente redução do valor contratual foram feitas não para conceder um desconto por item, mas para adequar à nova realidade financeira do clube, que em 2017, como vem sendo divulgado, não está tendo as mesmas condições de anos anteriores. Até o ponto em que temos conhecimento, grande parte dos contratos do clube vem sendo ou já foi revista em razão dos motivos elencados acima. A Tejofran mantém seu compromisso de transparência e se coloca à disposição para todos os esclarecimentos que forem considerados necessários”.

Além da manutenção predial, a empresa também presta serviços de limpeza, coleta de lixo, bombeiro civil e segurança. Todos sofreram cortes.

A assessoria de imprensa do Corinthians responsável pela arena não respondeu às perguntas sobre o tema até a publicação desta reportagem. Uma delas é se os cortes não afetam a qualidade da manutenção do estádio.

De todos os serviços prestados pela Tejofran, apenas a manutenção predial é paga diretamente pelo fundo responsável pela Arena. Os demais custos devem ser bancados pelo Corinthians, que tem direito a usar uma verba repassada pelo fundo, constituído por clube e Odebrecht. O fundo é alimentado pelas receitas dos jogos. O que sobra do pagamento despesas deve ser reservado para a quitação dos R$ 400 milhões financiados pelo BNDES por meio da Caixa Econômica Federal.

Como mostrou o blog em março, o custo de manutenção da arena era aproximadamente o dobro do previsto incialmente pelo alvinegro. No plano original de negócios,  a estimativa era de uma despesa anual de R$ 15.400.000. Porém, em 2016, o gasto fixo com manutenção foi por volta de R$ 35 milhões.

O levantamento feito pela comissão de conselheiros mostra que inicialmente, o valor anual dos contratos com a Tejofran, assinados em abril de 2014 era de R$ 14.669.567,96.


Auditoria vê risco para público na Arena Corinthians. Odebrecht nega
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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

Auditoria feita na Arena Corinthians pelo escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva aponta riscos para o público em pelo menos dois casos por conta de obras supostamente malfeitas. Clube e Odebrecht, no entanto, contestam o laudo e afirmam não haver perigo para os frequentadores.

O relatório lista “ações emergenciais” e “obras a serem iniciadas de imediato” para solucionar os problemas. Entre as situações de periculosidade são citados riscos de novas quedas de forro do estádio e de placas de mármore na área dos elevadores. As peças poderiam atingir os frequentadores. Até agora foram registradas quedas fora de dias de jogos e ninguém se feriu.

“Refazimento do forro de gesso acartonado, seguindo as corretas orientações, substituindo as fixações em rebites e as estruturas de suporte conforme detalhado em nosso relatório, em função do alto risco de acidentes com o público”, diz trecho do documento produzido pela empresa contratada pelo Corinthians.

O entendimento dos auditores é de que o desprendimento da placa de gesso que caiu numa área da entrada mais luxuosa da arena em fevereiro de 2016 aconteceu porque o forro estava preso com rebite, mas deveria estar fixado com parafuso. Na ocasião, a Odebrecht afirmou ter vistoriado o forro do estádio, reforçando as partes em que viu necessidade disso.

O estudo também sugere o “refazimento do revestimento de mármore (do tipo) Nero Marquina nos elevadores e paredes seguindo as normas técnicas. Atualmente, existe risco iminente de quedas de placas de mármore e, consequentemente, risco de acidentes graves com o público circulante.” Em fevereiro de 2016 houve queda de placa de mármore instalada perto da porta de um elevador da arena.

Ainda de acordo com a auditoria, há problemas de drenagem no setor Oeste “com graves consequências na estabilidade da estrutura do estádio”.

Há ainda, entre outras recomendações, pedidos de construção de casa de máquinas para o sistema de ar condicionado, instalação de sistema de extração de fumaça e mudanças em peças da cobertura do estádio com o dispositivo de condução de águas pluviais sendo refeito.

O escritório Cláudio Cunha terminou suas vistorias na arena em abril, mas a conclusão do relatório e a entrega para a diretoria só aconteceu no segundo semestre.

Apesar de apontar riscos para o público, a auditoria não pede a interdição do estádio ou de setores dele.

O que diz a Odebrecht

Consultada pelo blog, a construtora disse que “reafirma que a arena não tem problemas que coloquem em risco o público, conforme atestam órgãos externos que lá passaram, como Defesa Civil, Ministério Público e subprefeitura, entre outros”.

O que diz o Corinthians

O blog procurou a assessoria de imprensa do clube responsável pela arena para falar sobre o assunto e recebeu a seguinte nota como resposta:

“Todos os itens apontados pela auditoria estão sendo tratados internamente e não trazem qualquer risco aos frequentadores da Arena Corinthians”.


Saiba o que Odebrecht não fez ou fez errado em Itaquera segundo auditoria
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Auditoria feita pelo escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva afirma que a Odebrecht deixou de realizar aproximadamente R$ 151,4 milhões em obras na arena Corinthians. O estudo também avalia em cerca de R$ 63,5 milhões o que o clube precisará gastar para refazer trabalhos malfeitos pela empresa no estádio. Além desses R$ 214,9 milhões, o relatório aponta que a construtora deveria pagar multa de R$ 23 milhões por não entregar a obra no prazo combinado.

Procurada, a Odebrecht diz desconhecer o levantamento e afirma ter cumprido integralmente o contrato e seus aditivos (a resposta completa está no final do post).

Outra auditoria, feita pelo escritório de advocacia Molina & Reis, havia calculado em pelo menos cerca de R$ 200 milhões a soma dos valores de obras não executadas e que precisarão ser feitas novamente.

O novo trabalho foi entregue ao presidente corintiano, Roberto de Andrade, e repassado à comissão de conselheiros que estuda o caso. Em setembro, o Conselho Deliberativo deverá se reunir para conhecer a opinião da comissão e decidir o que vai recomendar à diretoria em relação ao imbróglio. Muitos conselheiros querem que o clube leve o caso para uma câmara de arbitragem prevista em contrato.

A auditoria aponta a drenagem como um dos pontos críticos da arena. O cálculo é de que serão necessários cerca de R$ 20 milhões para refazer trabalhos de drenagem e terraplenagem.

Por sua vez, o acabamento é responsável pela maior parte da quantia de obras que a Odebrecht teria deixado de fazer. São aproximadamente R$ 92,2 milhões.

Os auditores sugerem em seu relatório que o clube entregue o caso a especialistas das áreas financeiras e jurídicas, além de recomendar que o Corinthians monte um planejamento para fazer o que falta ou o que precisar ser refeito, mas sem a ajuda da Odebrecht. O cenário apontado como ideal é que outra construtora faça o novo serviço.

Abaixo, veja os valores referentes ao que a auditoria levantou de problemas na arena.

O que precisa ser refeito de acordo com a auditoria (valores aproximados)

Drenagem e terraplenagem – R$ 20,04 milhões

Estrutura de concreto – R$ 2,1 milhões

Acabamentos – R$ 19,14 milhões

Instalações prediais – R$ 12,1 milhões

Ar condicionado e instalações mecânicas – R$ 4,2 milhões

Acessos e estacionamentos – R$ 1,1 milhão

Cobertura – R$ 1,8 milhão

Urbanização e paisagismo – R$ 3 milhões

 

O que deixou de ser executado segundo a auditoria

Drenagem e terraplenagem – R$ 1,76 milhão

Fundações e contenções – R$ 14,89 milhões

Estrutura de concreto – R$ 254,8 mil

Acabamentos – R$ 92,25 milhões

Instalações prediais – R$ 14,9 milhões

Sistemas eletrônicos – R$  17,65 milhões

Ar condicionado e instalações mecânicas – R$ 2,1 milhões

Acesso e estacionamentos – R$ 4 milhões

Urbanização e paisagismo – R$ 3,6 milhões

O que diz a Odebrecht

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Odebrecht disse desconhecer o resultado da auditoria. Afirmou também que a Cláudio Cunha Engenharia Consultiva, responsável trabalho, não está credenciada na associação de classe que reúne os principais auditores do país (abaixo leia a resposta da empresa).

A construtora também declara ter cumprido rigorosamente o contrato e seus aditivos para a construção da arena limitando em R$ 985 milhões o valor da obra, conforme acordado entre as partes. Diz também que pode comprovar que as obras não executadas foram compensadas por outras pedidas pelo Corinthians e que seriam mais importantes na visão do clube a fim de não estourar o valor de R$ 985 milhões.

Alega ainda que entidades independentes atestaram o avanço físico da obra e que possui completo material comprobatório do investimento que fez na arena corintiana. Segundo a Odebrecht, o estádio alvinegro tem um dos mais baixos custos por metro quadrado entre os construídos para a Copa de 2014.

Por fim, a construtora diz que sugeriu ao fundo responsável pela arena a contratação de uma grande empresa especializada para auditar a construção. Oderecht e Corinthians integram o fundo.

Resposta da Cláudio Cunha Engenharia Consultiva

Cláudio Cunha, que empresa seu nome à empresa responsável pela auditoria, foi ouvido pelo blog após a Odebrecht afirmar que seu escritório não faz parte de associação que reúne os principais auditores do país.

“Sou profissional registrado no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) e não preciso fazer parte de todas as associações da classe do país para exercer meu trabalho. A auditoria foi feita com a participação de ouras oito empresas especializadas nas diferentes disciplinas relacionadas à obra. É isso que a Odebrecht deveria ter feito, colocado especialistas independentes para fiscalizar os trabalhos mensalmente. Se tivesse feito isso, a obra não teria os problemas que tem. Ela pode contratar uma auditoria da confiança dela para ver se não vão concordar com nosso trabalho. Nós fomos escolhidos porque, além da nossa experiência, não temos nenhum vínculo com a Odebrecht”, afirmou Cunha.

Ele se recusou a dar entrevista sobre dados da auditoria obtidos pelo blog, alegando confidencialidade do trabalho.


Empresa não consegue entregar auditoria da Arena Corinthians para Andrade
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A empresa Cláudio Cunha Engenharia Consultiva encontra dificuldades para entregar ao presidente corintiano o relatório da auditoria que  fez na Arena Corinthians. No último dia 12 foi feita a solicitação para o dirigente receber o documento, mas quase um mês depois os responsáveis pelo trabalho não conseguiram se encontrar com o cartola.

A demora é significativa porque o resultado da auditoria é aguardado para o clube saber se a Odebrecht cumpriu integralmente o contrato ou se ela deixou de fazer obras previstas e ainda se parte dos trabalhos terá que ser refeita.

Ou seja, enquanto o relatório não for lido pelos corintianos, o clube não pode tomar atitudes contra eventuais prejuízos.

De acordo com a assessoria de imprensa do Corinthians, “o encontro ainda não aconteceu por divergência de agenda. Provavelmente acontecerá na semana que vem.”

Conselheiros que integram a comissão formada para discutir a situação da arena se queixam da demora, pois o trabalho deles também depende da auditoria.

A análise da Cláudio Cunha aponta questões de engenharia e arquitetura. Uma outra auditoria, feita pelo escritório de Advocacia Molina & Reis avalia que a construtora deixou de fazer pelo menos cerca de R$ 200 milhões em obras no estádio.

Por sua vez, a Odebrecht diz que cumpriu o contrato e que alguns itens não foram executados porque o acordo permitia a substituição deles.

A demora para o recebimento do relatório produzido pela Cláudio Cunha não é a primeira que marca a auditoria. O encerramento do trabalho aconteceu com pelo menos cerca de um ano de atraso. A empresa alegou principalmente a dificuldade em obter documentos junto a Odebreht. A construtora afirmava que parte da documentação era protegida por sigilo contratual.

 


Grama de Itaquera está no limite, mas Corinthians só vai trocar em dezembro
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A Arena Corinthians (Crédito: Ronny Santos/Folhapress)

Outrora considerado modelo, o gramado da Arena Corinthians apresenta neste ano queda de qualidade. O alerta foi dado em maio pelo goleiro Cássio, que em entrevista se queixou de excesso de umidade por baixo da grama.

Ao blog, Roberto Gomide, presidente da World Sports, responsável pelo campo corintiano, confirmou o problema. Segundo ele, por falta de tempo para deixar o estádio sem jogos por pelo menos um mês, de preferência em período de temperaturas mais baixas, não foi feito um trabalho que retira substâncias causadoras da umidade.

“O ideal é que essa manutenção específica seja feita uma vez por ano, mas nunca houve tempo para isso. Avisamos ao clube que o problema chegou no limite.  Estamos tentando conseguir uma data. Existe um consenso (entre empresa e Corinthians) de que o trabalho é necessário, mas é difícil encontrar espaço no calendário. Não há recusa do clube em fazer”, afirmou Gomide.

O Corinthians não pretende deixar de jogar na Arena para arrumar o gramado antes do final do ano. “A revitalização do campo será feita em dezembro”, disse Lúcio Blanco, gestor da arena, ao ser indagado sobre o assunto.

“Vamos fazer testes, ver a reação da grama e levaremos até onde der”, disse Gomide sobre a intenção corintiana de não executar o trabalho agora.

O acúmulo de umidade torna a grama escorregadia. “Isso dificulta até para você ter uma segurança de se manter firme”, afirmou Cássio no momento em que criticou o campo.

Se a manutenção for feita apenas em dezembro, além de adiar a solução do problema, ela acontecerá fora do período ideal, que é pouco antes do inverno ou durante ele, como agora. Isso porque praticamente toda a grama natural será retirada para a limpeza e a que será replantada se desenvolve melhor no inverno. Só os fios sintéticos irão permanecer.

Sobe críticas como as de Cássio, Gomide diz que os jogadores precisam entender que  “a grama é um ser vivo e precisa de cuidados”.

Depois que conseguir fazer a manutenção, a World Sports irá tentar repetir o trabalho a cada dois anos, já que fazer essa limpeza anualmente parece ser impossível por causa do pouco tempo sem jogos durante as temporadas.

O problema no gramado não parece afetar o desempenho do time alvinegro em sua casa. Neste ano, a equipe só foi derrotada em Itaquera pelo Santo André, por 2 a 0, no Campeonato Paulista.

 


Promotor denunciado por Haddad diz que nunca viu Andrés e fala em processo
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O promotor Marcelo Camargo Milani (Patrimônio Público e Social) afirmou ao blog que deve entrar com ação por calúnia, difamação e danos morais contra Fernando Haddad por conta de imbróglio envolvendo a Arena Corinthians.

O ex-prefeito de São Paulo escreveu no site da “Revista Piauí” ter sido informado, no final de sua gestão, de que Milani teria pedido propina de R$ 1 milhão para não entrar com ação na Justiça que contestava a emissão dos Cids (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), usados para ajudar o clube alvinegro a pagar pela construção de seu estádio. Milani já havia ingressado com a ação, que atingia o então prefeito Gilberto Kassab, quando Haddad teria sido informado do suposto ato ilegal cometido pelo promotor.

“A afirmação dele (Haddad) é absolutamente mentirosa. Ele tornou público um factoide sem prova nenhuma. Afirmou que ouviu dizer alguma coisa e jogou meu nome na lama. Vou entrar com um processo contra ele. Estou analisando com meus advogados qual é o melhor caminho”, disse Milani ao blog.

Haddad não revelou em seu texto quem fez a acusação, porém, segundo a “Folha de S.Paulo”, a informação foi dada pelo deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP), ex-presidente do Corinthians.

“Sabe quantas vezes vi o Andrés pessoalmente? Nenhuma. Só pela televisão. E parece que ele já disse (ao Ministério Público) que não falou nada sobre isso”, afirmou Milani. O ex-presidente corintiano não fala com o blog, por isso não pôde ser ouvido sobre o assunto.

Haddad escreveu também que depois de ouvir a denúncia informou a corregedoria do MP sobre o caso e que passou a ser perseguido desde então por Milani.

O promotor, porém, nega que tenha ficado sabendo sobre o ex-prefeito ter acionado os corregedores do Ministério Público antes da revelação feita na “Piauí”.

 “Não existe perseguição. A ação dos Cids foi antes de ele ser eleito. Não é nada com ele. Entrei com outras cinco ações civis contra Haddad, mas não assinei nenhuma sozinho. Uma por causa da indústria das multas, outra pela ciclovia mais cara que já vimos, uma por causa da roubalheira no Teatro Municipal…”, declarou o promotor.

Informada pelo blog da intenção de Milani de processar o ex-prefeito, a assessoria de Haddad disse que ele não acusou o promotor. Afirmou que ele recebeu uma informação e acionou a corregedoria do Ministério Público, pois se não fizesse isso poderia ser acusado de prevaricação. Assim, entende que não houve calúnia e difamação.

O Ministério Público foi derrotado em primeira instância na ação em que pedia que os Cids fossem declarados ilegais e recorreu da decisão.

Os certificados de incentivo são papéis negociados pelo fundo que administra a arena. Os compradores usam os documentos para abater parte de seus impostos e o dinheiro da comercialização ajuda o Corinthians a pagar a construção da arena. São cerca de R$ 465 milhões em Cids autorizados pela prefeitura.


Após série de adiamentos, termina auditoria na Arena Corinthians
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Após uma sequência de adiamentos, o escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva considera concluída auditoria relativa às questões arquitetônicas e de engenharia na Arena Corinthians.

O relatório deve ser entregue à direção alvinegra na próxima quarta-feira.

Apesar de os detalhes serem mantidos em sigilo, o blog apurou que o trabalho deve apontar cerca de R$ 200 milhões em obras não feitas ou que precisam ser refeitas pela Odebrecht, como indicou auditoria anterior, mais concentrada em contratos, feita pelo escritório de advocacia Molina & Reis. A Odebrecht não reconhece esse valor.

Só em 2017 a entrega da auditoria foi adiada quatro vezes. O atraso supera oito meses e foi provocado, primeiro, pela dificuldade na obtenção de documentos considerados sigilosos pela Odebrecht, e, depois, pela complexidade da análise de boa parte deles.

O Corinthians aguarda o relatório para analisar se a Odebrecht cumpriu integralmente o contrato entre as partes, o que a construtora afirma ter feito.


Cambista cobra até cerca de 20 vezes mais por ingresso da final do Paulista
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Cambistas pedem até cerca de 20 vezes mais do que o valor de face de ingressos para a partida deste domingo entre Corinthians e Ponte Preta pela final do Campeonato Paulista. É o caso do tíquete do setor sul, pelo qual um dos vendedores pedia durante a semana R$ 800. Com descontos para os sócios-torcedores mais assíduos, o mesmo bilhete custava R$ 40,50.

Neste sábado (6) a presença de cambistas na arena corintiana era pequena. Um deles oferecia ingressos das áreas sul e norte (R$ 32 com descontos) por R$ 600. E o comprador teria que retirar o bilhete com outra pessoa em frente ao Parque São Jorge.

Longe da arena, outro cambista, por telefone, oferecia bilhete do setor oeste superior por R$ 300. Na venda oficial, o mesmo ingresso valia de R$ 40,80 a  R$ 136, de acordo com o desconto.

Na partida de abertura da decisão, em Campinas, a pedida era de R$ 200 pela entrada de visitante, vendida oficialmente por R$ 80.

Vale lembrar que, apesar da falta de cerimônia dos cambistas, a prática é proibida.


Estacionamento corintiano mantém gestora 80 dias após anúncio de troca
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Oitenta dias após o Corinthians anunciar a Indigo como nova gestora do estacionamento de sua arena, o local continua sendo administrado pela antiga parceira, a Omni.

O anúncio foi feito em 11 de fevereiro, às vésperas de reunião do Conselho Deliberativo do clube para votar o pedido de impeachment de Roberto de Andrade. A assinatura do dirigente colocada no contrato com data anterior à sua eleição como presidente era um dos argumentos que embasavam a solicitação de afastamento. Andrade acabou vencendo a disputa, mas nada mudou em relação à operação do estacionamento.

Apesar do anúncio da troca, a Omni discordou da rescisão unilateral comunicada pelo Arena Fundo de Investimento Imobiliário, responsável pelo estádio corintiano. Notificação enviada para a empresa informou que o contrato estava sendo rescindido porque ela havia se comprometido a zelar pela imagem do fundo e de seus cotistas (entre eles está o clube), mas não honrou o compromisso. O descumprimento ocorreu, segundo a notificação, porque reportagens sobre multa aplicada pela prefeitura à empresa por falta de licença de funcionamento do estacionamento chamaram a atenção da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que regula fundos no Brasil.

A oposição corintiana suspeita que o anúncio da Indigo foi feito antes da votação do impeachment apenas para dar a impressão de que o contrato polêmico com a Omni já não tinha valor.

Agora os opositores querem informações sobre o motivo para a troca na operação do estacionamento ainda não ter sido feita. Também pretendem que a diretoria explique se a Indigo pagou pela exibição de vídeo institucional dela nos telões da Arena Corinthians, já que por enquanto ela não opera o estacionamento.

No último dia 27, o blog enviou mensagem para a assessoria de imprensa da arena perguntando se o acordo com a Indigo havia sido cancelado. Até a publicação deste post não houve resposta. A Omni também não respondeu sobre o tema.

Indagada se a Indigo não irá mais assumir o estacionamento da arena corintiana, a assessoria de imprensa da empresa afirmou que não há novidade sobre o assunto. Vale sua posição anterior de que aguarda a definição da situação entre Omni e Corinthians.


Andrade é cobrado para afastar Andrés de conversas com Odebrecht por arena
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Roberto de Andrade está sendo pressionado a afastar Andrés Sanchez das conversas com a Odebrecht sobre a Arena Corinthians. Um grupo de conselheiros enviou nesta quinta requerimento para o presidente do conselho deliberativo do clube, Guilherme Gonçalves Strenger, para ser encaminhada ao principal cartola alvinegro a determinação de afastamento.

A medida foi tomada após o ex-presidente declarar ao UOL Esporte que a Odebrecht não senta com ninguém do clube para negociar a não ser com ele. Na ocasião, Sanchez sustentava que ainda não há proposta feita pela construtora para se afastar do fundo que administra a Arena Corinthians. Como revelou o UOL Esporte, a empresa quer fazer um acordo para deixar o fundo.  Oficialmente, ela nega tal interesse. A declaração irritou conselheiros de diferentes alas, incluindo gente da situação próxima ao presidente alvinegro.

O requerimento pede que, em virtude da declaração, seja encaminhado ofício para Roberto de Andrade determinando que ele desautorize publicamente Andrés a negociar em nome do Corinthians.

O pedido é justificado pelo fato de o ex-presidente não fazer parte da comissão de conselheiros formada para apurar a situação da arena e por causa das notícias que relacionam o deputado à Operação Lava Jato.

Segundo a Folha de S.Paulo, Andrés foi citado em delação de Marcelo Odebrecht como recebedor de doação para sua campanha a deputado federal via Caixa 2.

Entre as explicações para o pedido está exposto que, apesar de ter o direito de se aconselhar com quem quiser, Andrade deve se pautar pela moralidade e pela legalidade em suas ações.

No caso de o presidente do conselho entender que a solicitação não faz sentido, é solicitado que ele informe se o deputado federal está autorizado por Andrade a negociar com a Odebrecht pelo clube.

Também é lembrado no documento que ficou estabelecido que tudo referente à Arena Corinhtians seja submetido à comissão criada no conselho. Ela não foi informada sobre o assunto.

Há ainda o temor de que autoridades interpretem a fala de Andrés como coação a Marcelo Odebrecht.

Indignação

O blog não teve acesso à relação de conselheiros que assinaram o pedido, mas conversou com membros do conselho que ficaram indignados com a afirmação do ex-presidente.

“Foi uma declaração de prepotência e arrogância imensuráveis. O deputado não é dono do clube (para falar dessa forma). Salvo engano, ficou a impressão de que ele usou a imprensa para mandar recado para quem o está delatando. O presidente precisa se posicionar publicamente afastando as pessoas que não estão autorizadas a falar pelo clube. Já é notório o prejuízo financeiro e de imagem para o Corinthians mostrados pela Lava Jato”, disse ao ser indagado sobre o assunto Romeu Tuma Júnior, conselheiro oposicionista.

A afirmação de Andrés sobre ser o único com quem a Odebrecht senta para conversar também não caiu bem na comissão do conselho especializada no estádio. Além de pelo menos parte dos membros achar que por causa da Lava Jato Andrés deveria manter distância da Odebrecht, há também o argumento de que a afirmação não representa a verdade. Isso porque integrantes da comissão afirmam que recentemente conversaram com representantes das áreas financeira e de engenharia da construtora.

Entre aliados do presidente corintiano, há a critica de que a declaração desrespeitou Roberto de Andrade, já que Sanchez teria se mostrado superior em relação ao presidente no trato com a Odebrecht.

Andrés não pôde ser ouvido porque não fala com o blog. Andrade não atendeu às ligações.