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Arquivo : Arena Corinthians

As dúvidas da polícia no assalto à Arena Corinthians
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O caso do assalto à Arena Corinthians no último domingo (2), depois do empate entre o time da casa e o Atlético-MG por 1 a 1, ainda tem algumas dúvidas sem que os investigadores consigam achar respostas. Ladrões levaram o dinheiro do movimento das lanchonetes e pertences de sócios e funcionários da AR Fast Food do Brasil, empresa que explora as lojas de alimentação. Abaixo, veja o que a polícia ainda tenta esclarecer sobre o caso, quatro dias depois do ocorrido. A investigação é feita pelo 65º DP (Artur Alvim).

Quem são os suspeitos?

A polícia sabe que foram três os assaltantes que entraram na arena e renderam funcionários e sócios da AR Foods do Brasil. Mesmo com as imagens das câmeras do estádio não foi possível identificar o trio.

Os investigadores usam como uma das pistas o fato de um deles, branco, mancar devido a um problema na perna direita. Ela é curvada na altura da canela.

Além disso, ele tem uma cicatriz no rosto. Essas características são consideradas valiosas pelos policiais para descobrir o nome do suspeito e chegar aos demais.

Como os criminosos tinham tantas informações sobre a arena e a operação de fechamento das lanchonetes?

Chamou a atenção dos investigadores o fato de os ladrões demonstrarem profundo conhecimento sobre onde deveriam ir para imobilizar funcionários e encontrar o dinheiro.

Um dos fatos relavantes é eles terem ido diretamente para uma área conhecida como “pulmão”, centro nervoso no encerramento das atividades das lanchonetes.

Esse conhecimento faz a polícia suspeitar de que os assaltantes tiveram a ajuda de um funcionário da empresa ou de um ex-empregado.

No entanto, nenhum dos criminosos foi reconhecido pelas vítimas como alguém que atua ou atuou no local. Os ladrões nem se preocuparam em esconder o rosto.

Qual foi o veículo usado na fuga?

Depois de tentarem fugir em um carro que seria de uma das vítimas ou da empresa, mas que parou por conta do alarme, o trio entrou em outro automóvel que passava pelo estádio.

A polícia não sabe se esse veículo foi roubado ou era de um comparsa que chegou para buscar os ladrões.

Os investigadores ainda aguardam imagens de câmeras da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e da Polícia Militar para identificar modelo e placa do carro usado na fuga, além de outras informações.

A seguir, leia sobre detalhes do assalto.

Prejuízo

Os ladrões levaram pelo menos o equivalente a cerca de R$ 170 mil. Nessa conta estão a receita com a comercialização de produtos em dinheiro durante o jogo, salários dos funcionários (já pagos, segundo o boletim de ocorrência) e o valor de objetos levados.

Só o relógio de um dos sócios da AR foi avaliado pelo dono em R$ 3,5 mil.

Todos no chão

Por volta das 2h, três homens renderam um funcionário das lanchonetes no setor leste do estádio. Em seguida, se aproximaram da área identificada como “pulmão”. Lá renderam 20 pessoas.

Todos foram obrigados a deitar no chão e tiveram objetos como celulares, relógios e dinheiro (incluindo salário recebido) roubados.

Um dos assaltantes ficou vigiando o grupo. Os outros dois levaram um dos sócios da empresa até a tesouraria, do outro lado do estádio. Chegando lá, renderam um vigia que estava dormindo, de acordo com o boletim de ocorrência.

Em seguida, outro sócio da AR e mais oito pessoas foram rendidas. Além de deitarem no chão e terem seus pertences roubados, eles tiveram seus braços amarrados.

Os assaltantes pegaram o dinheiro do movimento das lanchonetes e deixaram o local.

Um dos grupos de vítimas ficou cerca de 20 minutos trancado numa sala e conseguiu sair após arrombar uma porta. O trio já tinha deixado a arena.

 


Por arena, Corinthians ‘flerta’ com empresa especializada em show e evento
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A diretoria de marketing do Corinthians está em negociação com a Opus Promoções, que realiza espetáculos culturais e administra espaços para eventos em diferentes cidades do país.

A assessoria de imprensa da companhia disse ao blog que negocia apenas a realização de um evento de grande porte no final do ano na arena corintiana. O gramado seria preservado. Detalhes da atração não foram revelados

Porém, a direção corintiana pensa em contratar a Opus para gerenciar shows e outros eventos na arena, também sem usar o campo.

Com sede em Porto Alegre, a Opus administra nove espaços culturais no Brasil. Entre eles, está o Teatro Bradesco, em São Paulo, de acordo com o site da empresa.

A atual direção corintiana tem procurado incrementar as receitas da arena com eventos em áreas externas, como um dos estacionamentos, e em espaços na parte de dentro do estádio.

Aumentar a exploração comercial do estádio, gerando maior receita, é uma das principais missões de Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing, desde que ele retornou ao clube neste ano.

A diretoria também negocia a troca da Omni pela IBM na administração do programa de sócio torcedor do alvinegro. Recentemente, o clube negociou a saída da Omni do estacionamento da arena e firmou parceria com a Indigo.

A antiga parceira alvinegra chegou ao clube na primeira gestão de Andrés Sanchez, com Rosenberg. Porém, seus contratos com a agremiação são alvos de constantes críticas de conselheiros.


Homem de confiança de Rosenberg vira número 1 da Arena Corinthians
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Com o pedido de demissão de Lúcio Blanco, ex-superintendente da Arena Corinthians, aumenta o poder do gerente de marketing corintiano Caio Campos no estádio alvinegro. Ele é o principal responsável pelas decisões referentes à casa corintiana.

Ver a arena administrada pelo departamento de marketing do clube era antigo desejo de Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians desde a volta de Andrés Sanchez à presidência.

Sem Lúcio e com Caio, a Arena Corinthians deixa de ser um núcleo praticamente independente do restante da agremiação. Rosenberg acredita que a unificação permitirá redução dos custos operacionais do estádio. Essa será uma das principais metas de Caio. Outra é a implantação de um estilo de marketing mais agressivo para aumentar as receitas geradas pelo estádio. O principal desfio é conseguir negociar os naming rights.

Um dos primeiros feitos da nova administração pode ser a troca da Omini pela Indigo na gestão do estacionamento da arena. O contrato para a exploração do local pela Omni, que terceirizou o serviço, é um dos mais contestados no clube.

A diretoria alvinegra considera bem encaminhados os acordos para a saída da atual gestora e a chegada da nova.

Campos é homem de confiança de Rosenberg. Ambos trabalharam juntos na primeira passagem de Andrés Sanchez pela presidência alvinegra e retornaram no começo do ano.


Arena Corinthians vende cerca de 45% dos CIDs liberados para 2018
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Antes considerados micos, os CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) agora animam os envolvidos na construção da Arena Corinthians. A prefeitura autorizou negociações equivalentes a R$ 45 milhões nesses títulos em 2018. Desde janeiro as vendas já atingiram R$ 20 milhões. Ou seja, antes da metade do ano 45% dos papéis disponíveis até dezembro foram comercializados.

A expectativa na Odebrecht é de que a nova derrota sofrida pelo Ministério Público na tentativa de considerar inconstitucional a lei que autorizou os incentivos fiscais ao estádio corintiano aumente o interesse de empresas nos títulos.

Até 2015, a venda dos CIDs ficou praticamente estagnada. Tanto Corinthians como Odebrecht culpavam a ação do promotor Marcelo Milani atacando os títulos como responsável pelo fracasso até então. Ele pede que a Justiça considere inconstitucional a lei assinada por Gilberto Kassab autorizando os incentivos fiscais ao estádio. Porém, o membro do MP já sofreu derrotas em primeira e segunda instâncias. Ele ainda pode recorrer.

A tese na construtora e no clube é de que, a partir da primeira vitória, as empresas perderam o medo de colocar dinheiro em certificados contestados na Justiça. A expectativa é de que a decisão mais recente reforce essa confiança.

Inicialmente, a autorização foi para a comercialização do correspondente a R$ 420 milhões em CIDs, divididos em cotas anuais. Porém, o valor aumenta porque os papéis se valorizam. Até agora foram arrecadados com a negociação total cerca de R$ 100 milhões, segundo fonte ligada ao fundo que responsável pela arena. A quantia representa aproximadamente 20% dos papéis disponíveis, levando-se em conta o valor atualizado dos CIDs.

Parte considerável da venda foi feita para consórcios que têm a participação da Odebrecht. A receita obtida com a negociação dos certificados é usada integralmente para pagar a dívida do Corinthians com a construtora pela construção de sua arena.

Os responsáveis pela operação de comercialização esperam que os títulos equivalentes aos outros R$ 25 milhões liberados para 2018 sejam negociados antes do final do ano.

Os certificados são vendidos por valores inferiores ao preço de face. Os compradores usam os papéis para pagar parte de seus tributos municipais. A prefeitura desconta da dívida o valor cheio.

 

 


MP sofre novo revés em ação contra incentivo fiscal para Arena Corinthians
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O Ministério Público paulista sofreu nova derrota na ação em que pede a inconstitucionalidade da lei responsável por autorizar o uso de CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) para ajudar o Corinthians a pagar a dívida com a Odebrecht pela construção de sua arena. Em segundo grau, o Tribunal de Justiça de São Paulo negou nesta quarta o pedido do promotor Marcelo Milani para considerar ilegal a atitude do ex-prefeito Gilberto Kassab. Cabe recurso.

A iniciativa do MP já havia sofrido derrota em primeira instância. Em 2012, Milani entrou com a ação por entender que Kassab agiu de maneira irregular. Entre outros motivos, ele alega que não houve concorrência para definir qual estádio seria beneficiado pelos incentivos fiscais.

Os certificados são títulos vendidos para empresas e pessoas físicas que podem usar os papéis para pagar parte de impostos municipais. A receita vai para o pagamento da dívida pela construção da obra.

Inicialmente, foi autorizado o uso de R$ 420 milhões em CIDs.

Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo


Corinthians passa faca e custo de manutenção da arena cai em cerca de 40%
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Vista geral da Arena Corinthians (Crédito: Ronny Santos/Folhapress

Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

Uma série de cortes de pessoal e no volume de serviços na Arena Corinthians fez o custo com a manutenção do local cair em pelo menos cerca de 40%. Reduzir essas despesas era um antigo desejo da direção alvinegra em busca de melhorar o desempenho financeiro de seu estádio.

De acordo com relatório elaborado por grupo de conselheiros encarregado de analisar a situação da casa corintiana, só o valor pago mensalmente para a Tejofran pela manutenção predial caiu de R$ 469.603,45 para R$ 271.102,81. Ou seja, a redução nesse item foi de 42,19%.

Procurada pelo blog, a Tejofran confirmou os cortes e declarou que eles foram feitos apara adequar os gastos à atual situação financeira do Corinthians. Abaixo, leia a nota enviada pela assessoria de comunicação da empresa.

“O contrato com a Arena Corinthians sofreu neste ano uma redução de escopo (número de funcionários empregados e volume de serviços prestados) e, consequentemente, de valor, em razão de um pedido formulado pelo próprio cliente. Ou seja, a renegociação e a consequente redução do valor contratual foram feitas não para conceder um desconto por item, mas para adequar à nova realidade financeira do clube, que em 2017, como vem sendo divulgado, não está tendo as mesmas condições de anos anteriores. Até o ponto em que temos conhecimento, grande parte dos contratos do clube vem sendo ou já foi revista em razão dos motivos elencados acima. A Tejofran mantém seu compromisso de transparência e se coloca à disposição para todos os esclarecimentos que forem considerados necessários”.

Além da manutenção predial, a empresa também presta serviços de limpeza, coleta de lixo, bombeiro civil e segurança. Todos sofreram cortes.

A assessoria de imprensa do Corinthians responsável pela arena não respondeu às perguntas sobre o tema até a publicação desta reportagem. Uma delas é se os cortes não afetam a qualidade da manutenção do estádio.

De todos os serviços prestados pela Tejofran, apenas a manutenção predial é paga diretamente pelo fundo responsável pela Arena. Os demais custos devem ser bancados pelo Corinthians, que tem direito a usar uma verba repassada pelo fundo, constituído por clube e Odebrecht. O fundo é alimentado pelas receitas dos jogos. O que sobra do pagamento despesas deve ser reservado para a quitação dos R$ 400 milhões financiados pelo BNDES por meio da Caixa Econômica Federal.

Como mostrou o blog em março, o custo de manutenção da arena era aproximadamente o dobro do previsto incialmente pelo alvinegro. No plano original de negócios,  a estimativa era de uma despesa anual de R$ 15.400.000. Porém, em 2016, o gasto fixo com manutenção foi por volta de R$ 35 milhões.

O levantamento feito pela comissão de conselheiros mostra que inicialmente, o valor anual dos contratos com a Tejofran, assinados em abril de 2014 era de R$ 14.669.567,96.


Auditoria vê risco para público na Arena Corinthians. Odebrecht nega
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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

Auditoria feita na Arena Corinthians pelo escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva aponta riscos para o público em pelo menos dois casos por conta de obras supostamente malfeitas. Clube e Odebrecht, no entanto, contestam o laudo e afirmam não haver perigo para os frequentadores.

O relatório lista “ações emergenciais” e “obras a serem iniciadas de imediato” para solucionar os problemas. Entre as situações de periculosidade são citados riscos de novas quedas de forro do estádio e de placas de mármore na área dos elevadores. As peças poderiam atingir os frequentadores. Até agora foram registradas quedas fora de dias de jogos e ninguém se feriu.

“Refazimento do forro de gesso acartonado, seguindo as corretas orientações, substituindo as fixações em rebites e as estruturas de suporte conforme detalhado em nosso relatório, em função do alto risco de acidentes com o público”, diz trecho do documento produzido pela empresa contratada pelo Corinthians.

O entendimento dos auditores é de que o desprendimento da placa de gesso que caiu numa área da entrada mais luxuosa da arena em fevereiro de 2016 aconteceu porque o forro estava preso com rebite, mas deveria estar fixado com parafuso. Na ocasião, a Odebrecht afirmou ter vistoriado o forro do estádio, reforçando as partes em que viu necessidade disso.

O estudo também sugere o “refazimento do revestimento de mármore (do tipo) Nero Marquina nos elevadores e paredes seguindo as normas técnicas. Atualmente, existe risco iminente de quedas de placas de mármore e, consequentemente, risco de acidentes graves com o público circulante.” Em fevereiro de 2016 houve queda de placa de mármore instalada perto da porta de um elevador da arena.

Ainda de acordo com a auditoria, há problemas de drenagem no setor Oeste “com graves consequências na estabilidade da estrutura do estádio”.

Há ainda, entre outras recomendações, pedidos de construção de casa de máquinas para o sistema de ar condicionado, instalação de sistema de extração de fumaça e mudanças em peças da cobertura do estádio com o dispositivo de condução de águas pluviais sendo refeito.

O escritório Cláudio Cunha terminou suas vistorias na arena em abril, mas a conclusão do relatório e a entrega para a diretoria só aconteceu no segundo semestre.

Apesar de apontar riscos para o público, a auditoria não pede a interdição do estádio ou de setores dele.

O que diz a Odebrecht

Consultada pelo blog, a construtora disse que “reafirma que a arena não tem problemas que coloquem em risco o público, conforme atestam órgãos externos que lá passaram, como Defesa Civil, Ministério Público e subprefeitura, entre outros”.

O que diz o Corinthians

O blog procurou a assessoria de imprensa do clube responsável pela arena para falar sobre o assunto e recebeu a seguinte nota como resposta:

“Todos os itens apontados pela auditoria estão sendo tratados internamente e não trazem qualquer risco aos frequentadores da Arena Corinthians”.


Saiba o que Odebrecht não fez ou fez errado em Itaquera segundo auditoria
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Auditoria feita pelo escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva afirma que a Odebrecht deixou de realizar aproximadamente R$ 151,4 milhões em obras na arena Corinthians. O estudo também avalia em cerca de R$ 63,5 milhões o que o clube precisará gastar para refazer trabalhos malfeitos pela empresa no estádio. Além desses R$ 214,9 milhões, o relatório aponta que a construtora deveria pagar multa de R$ 23 milhões por não entregar a obra no prazo combinado.

Procurada, a Odebrecht diz desconhecer o levantamento e afirma ter cumprido integralmente o contrato e seus aditivos (a resposta completa está no final do post).

Outra auditoria, feita pelo escritório de advocacia Molina & Reis, havia calculado em pelo menos cerca de R$ 200 milhões a soma dos valores de obras não executadas e que precisarão ser feitas novamente.

O novo trabalho foi entregue ao presidente corintiano, Roberto de Andrade, e repassado à comissão de conselheiros que estuda o caso. Em setembro, o Conselho Deliberativo deverá se reunir para conhecer a opinião da comissão e decidir o que vai recomendar à diretoria em relação ao imbróglio. Muitos conselheiros querem que o clube leve o caso para uma câmara de arbitragem prevista em contrato.

A auditoria aponta a drenagem como um dos pontos críticos da arena. O cálculo é de que serão necessários cerca de R$ 20 milhões para refazer trabalhos de drenagem e terraplenagem.

Por sua vez, o acabamento é responsável pela maior parte da quantia de obras que a Odebrecht teria deixado de fazer. São aproximadamente R$ 92,2 milhões.

Os auditores sugerem em seu relatório que o clube entregue o caso a especialistas das áreas financeiras e jurídicas, além de recomendar que o Corinthians monte um planejamento para fazer o que falta ou o que precisar ser refeito, mas sem a ajuda da Odebrecht. O cenário apontado como ideal é que outra construtora faça o novo serviço.

Abaixo, veja os valores referentes ao que a auditoria levantou de problemas na arena.

O que precisa ser refeito de acordo com a auditoria (valores aproximados)

Drenagem e terraplenagem – R$ 20,04 milhões

Estrutura de concreto – R$ 2,1 milhões

Acabamentos – R$ 19,14 milhões

Instalações prediais – R$ 12,1 milhões

Ar condicionado e instalações mecânicas – R$ 4,2 milhões

Acessos e estacionamentos – R$ 1,1 milhão

Cobertura – R$ 1,8 milhão

Urbanização e paisagismo – R$ 3 milhões

 

O que deixou de ser executado segundo a auditoria

Drenagem e terraplenagem – R$ 1,76 milhão

Fundações e contenções – R$ 14,89 milhões

Estrutura de concreto – R$ 254,8 mil

Acabamentos – R$ 92,25 milhões

Instalações prediais – R$ 14,9 milhões

Sistemas eletrônicos – R$  17,65 milhões

Ar condicionado e instalações mecânicas – R$ 2,1 milhões

Acesso e estacionamentos – R$ 4 milhões

Urbanização e paisagismo – R$ 3,6 milhões

O que diz a Odebrecht

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Odebrecht disse desconhecer o resultado da auditoria. Afirmou também que a Cláudio Cunha Engenharia Consultiva, responsável trabalho, não está credenciada na associação de classe que reúne os principais auditores do país (abaixo leia a resposta da empresa).

A construtora também declara ter cumprido rigorosamente o contrato e seus aditivos para a construção da arena limitando em R$ 985 milhões o valor da obra, conforme acordado entre as partes. Diz também que pode comprovar que as obras não executadas foram compensadas por outras pedidas pelo Corinthians e que seriam mais importantes na visão do clube a fim de não estourar o valor de R$ 985 milhões.

Alega ainda que entidades independentes atestaram o avanço físico da obra e que possui completo material comprobatório do investimento que fez na arena corintiana. Segundo a Odebrecht, o estádio alvinegro tem um dos mais baixos custos por metro quadrado entre os construídos para a Copa de 2014.

Por fim, a construtora diz que sugeriu ao fundo responsável pela arena a contratação de uma grande empresa especializada para auditar a construção. Oderecht e Corinthians integram o fundo.

Resposta da Cláudio Cunha Engenharia Consultiva

Cláudio Cunha, que empresa seu nome à empresa responsável pela auditoria, foi ouvido pelo blog após a Odebrecht afirmar que seu escritório não faz parte de associação que reúne os principais auditores do país.

“Sou profissional registrado no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) e não preciso fazer parte de todas as associações da classe do país para exercer meu trabalho. A auditoria foi feita com a participação de ouras oito empresas especializadas nas diferentes disciplinas relacionadas à obra. É isso que a Odebrecht deveria ter feito, colocado especialistas independentes para fiscalizar os trabalhos mensalmente. Se tivesse feito isso, a obra não teria os problemas que tem. Ela pode contratar uma auditoria da confiança dela para ver se não vão concordar com nosso trabalho. Nós fomos escolhidos porque, além da nossa experiência, não temos nenhum vínculo com a Odebrecht”, afirmou Cunha.

Ele se recusou a dar entrevista sobre dados da auditoria obtidos pelo blog, alegando confidencialidade do trabalho.


Empresa não consegue entregar auditoria da Arena Corinthians para Andrade
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A empresa Cláudio Cunha Engenharia Consultiva encontra dificuldades para entregar ao presidente corintiano o relatório da auditoria que  fez na Arena Corinthians. No último dia 12 foi feita a solicitação para o dirigente receber o documento, mas quase um mês depois os responsáveis pelo trabalho não conseguiram se encontrar com o cartola.

A demora é significativa porque o resultado da auditoria é aguardado para o clube saber se a Odebrecht cumpriu integralmente o contrato ou se ela deixou de fazer obras previstas e ainda se parte dos trabalhos terá que ser refeita.

Ou seja, enquanto o relatório não for lido pelos corintianos, o clube não pode tomar atitudes contra eventuais prejuízos.

De acordo com a assessoria de imprensa do Corinthians, “o encontro ainda não aconteceu por divergência de agenda. Provavelmente acontecerá na semana que vem.”

Conselheiros que integram a comissão formada para discutir a situação da arena se queixam da demora, pois o trabalho deles também depende da auditoria.

A análise da Cláudio Cunha aponta questões de engenharia e arquitetura. Uma outra auditoria, feita pelo escritório de Advocacia Molina & Reis avalia que a construtora deixou de fazer pelo menos cerca de R$ 200 milhões em obras no estádio.

Por sua vez, a Odebrecht diz que cumpriu o contrato e que alguns itens não foram executados porque o acordo permitia a substituição deles.

A demora para o recebimento do relatório produzido pela Cláudio Cunha não é a primeira que marca a auditoria. O encerramento do trabalho aconteceu com pelo menos cerca de um ano de atraso. A empresa alegou principalmente a dificuldade em obter documentos junto a Odebreht. A construtora afirmava que parte da documentação era protegida por sigilo contratual.

 


Grama de Itaquera está no limite, mas Corinthians só vai trocar em dezembro
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A Arena Corinthians (Crédito: Ronny Santos/Folhapress)

Outrora considerado modelo, o gramado da Arena Corinthians apresenta neste ano queda de qualidade. O alerta foi dado em maio pelo goleiro Cássio, que em entrevista se queixou de excesso de umidade por baixo da grama.

Ao blog, Roberto Gomide, presidente da World Sports, responsável pelo campo corintiano, confirmou o problema. Segundo ele, por falta de tempo para deixar o estádio sem jogos por pelo menos um mês, de preferência em período de temperaturas mais baixas, não foi feito um trabalho que retira substâncias causadoras da umidade.

“O ideal é que essa manutenção específica seja feita uma vez por ano, mas nunca houve tempo para isso. Avisamos ao clube que o problema chegou no limite.  Estamos tentando conseguir uma data. Existe um consenso (entre empresa e Corinthians) de que o trabalho é necessário, mas é difícil encontrar espaço no calendário. Não há recusa do clube em fazer”, afirmou Gomide.

O Corinthians não pretende deixar de jogar na Arena para arrumar o gramado antes do final do ano. “A revitalização do campo será feita em dezembro”, disse Lúcio Blanco, gestor da arena, ao ser indagado sobre o assunto.

“Vamos fazer testes, ver a reação da grama e levaremos até onde der”, disse Gomide sobre a intenção corintiana de não executar o trabalho agora.

O acúmulo de umidade torna a grama escorregadia. “Isso dificulta até para você ter uma segurança de se manter firme”, afirmou Cássio no momento em que criticou o campo.

Se a manutenção for feita apenas em dezembro, além de adiar a solução do problema, ela acontecerá fora do período ideal, que é pouco antes do inverno ou durante ele, como agora. Isso porque praticamente toda a grama natural será retirada para a limpeza e a que será replantada se desenvolve melhor no inverno. Só os fios sintéticos irão permanecer.

Sobe críticas como as de Cássio, Gomide diz que os jogadores precisam entender que  “a grama é um ser vivo e precisa de cuidados”.

Depois que conseguir fazer a manutenção, a World Sports irá tentar repetir o trabalho a cada dois anos, já que fazer essa limpeza anualmente parece ser impossível por causa do pouco tempo sem jogos durante as temporadas.

O problema no gramado não parece afetar o desempenho do time alvinegro em sua casa. Neste ano, a equipe só foi derrotada em Itaquera pelo Santo André, por 2 a 0, no Campeonato Paulista.