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Em 4 anos, São Paulo fatura em prêmios menos do que Corinthians com BR-17
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Os balanços financeiros do São Paulo ajudam a entender como a falta de títulos nos últimos anos afeta as finanças tricolores. Entre 2014 e 2017, a receita do clube com premiações conquistadas em campeonatos despencou de R$ 6,3 milhões para R$ 1,9 milhão.

Para se ter noção da diferença que um time vitorioso faz nos cofres basta uma comparação com o Corinthians. Nesses quatro anos, os são-paulinos somaram R$ 13,54 milhões em prêmios. É menos do que o alvinegro recebeu só pelo título brasileiro de 2017: R$ 18.069.300. No mesmo ano, os corintianos ainda faturaram R$ 5 milhões pela conquista do Campeonato Paulista.

Pelo balanço do Corinthians não é possível saber o total arrecadado em premiação no ano passado porque a agremiação soma essa receita ao montante recebido pela participação em loterias e com seu programa de sócio-torcedor, além de “outras” fontes de recurso. Essas receitas somadas geraram para os alvinegros R$ 35.266.000 em 2017.

O último título importante do São Paulo foi o da Copa Sul-Americana em 2012. No ano passado a equipe venceu a Flórida Cup, torneio internacional usado por clubes brasileiros como preparação para a temporada.

Em 2014, o São Paulo teve a sua premiação mais alta em quatro anos com a ajuda do vice-campeonato nacional. No ano seguinte, a receita quase caiu pela metade. O clube recebeu R$ 3,5 milhões em premiações em 2015.

O pior dos quatro anos nesse quesito foi 2016. Naquela temporada, o desempenho do São Paulo em campo rendeu prêmios de R$ 1,8 milhão.


Apesar do rival Allianz, Morumbi vê aumento de 56% em receita com aluguel
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Apesar da concorrência com a moderna arena do Palmeiras, o Allianz Parque, por grandes shows na capital paulista, o São Paulo registrou um aumento de cerca 56% na receita obtida com aluguel do Morumbi em 2017.

Em 2016, a velha casa são-paulina havia arrecadado aproximadamente R$ 2,6 milhões com aluguéis. Em 2017, a receita foi de cerca de R$ 4,7 milhões.

O aumento contribuiu para o Cícero Pompeu de Toledo ser ainda mais saudável financeiramente do que na temporada anterior. No ano passado ele deu lucro de R$ 7,7 milhões contra R$ 5,5 milhões em 2016. Os números estão no balanço financeiro do clube referente ao ano passado e não consideram o dinheiro da venda de ingressos para jogos.

O balanço são-paulino, porém, não detalha quanto cada show ou outros tipos de aluguel renderam ao clube. A receita geral proporcionada pelo estádio subiu de R$ 21,6 milhões para R$ 25,1 milhões. Por sua vez, a despesa aumentou de R$ 16,1 milhões no ano retrasado para R$ 17,4 milhões em 2017.

A verba proporcionada pelos aluguéis foi apenas a terceira melhor fonte de receita do estádio, sem contar a comercialização de tíquetes para as partidas da equipe. O Morumbi faturou na última temporada R$ 8,59 milhões com aluguel de camarotes e cadeiras cativas mais R$ 7,4 milhões em publicidade.

O dinheiro obtido com a venda de ingressos aparece na rubrica receita operacional do futebol. Mesmo com o clube registrando bons públicos em 2017, a arrecadação foi inferior em relação ao ano anterior. Na última temporada, a negociação de entradas para as partidas gerou ao São Paulo R$ 26,9 milhões. Em 2016, a receita havia sido de R$ 32,9 milhões.


Mesmo com bom resultado, São Paulo dá motivos para torcida se preocupar
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Empatar com o Ceará em Fortaleza, sem gols, foi sem dúvida um bom resultado para o São Paulo. Afinal, a equipe paulista termina a segunda rodada do Brasileirão invicta e sem tomar gols. Num campeonato longo, é um começo confortável. Porém, a maneira como o tricolor do Morumbi jogou neste domingo dá mais motivos para sua torcida se preocupar do que comemorar.

A dor de cabeça é principalmente a anemia ofensiva da equipe de Diego Aguirre. No segundo tempo, por exemplo, foram praticamente só duas chances são-paulinas para marcar, ambas no final.

Por outro lado, apesar de demonstrar organização defensiva, o São Paulo deu espaço para o adversário trocar passes no ataque e criar oportunidades. O Ceará esteve perto de balançar as redes no final do jogo.

Dolorosa para o torcedor também é a falta de ambição do São Paulo, que demonstrou durante a partida aceitar bem o empate como resultado.

Pela diferença de investimento na montagem dos dois times, era obrigatório que o clube paulista fosse obcecado pela vitória do começo ao fim. É assim que joga fora de casa quem quer ser campeão brasileiro.

O alívio para o fã são-paulino é que há tempo de sobra para Aguirre fazer a equipe evoluir. Principalmente do meio para frente.

 


Com funcionário no Brasil, Roma define estratégia por jovem goleiro do SPFC
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Representante da Roma deve chegar ao Brasil no início da próxima semana para, entre outras missões, analisar a situação de Lucas Perri, jovem goleiro são-paulino que ainda nem estreou pelo time principal.

O funcionário do clube italiano planeja se reunir com o estafe do jogador para em seguida decidir com sua diretoria qual o melhor caminho. Existem duas possibilidades. Uma é fazer agora uma proposta para o São Paulo a fim de levar o jogador no meio do ano. A outra é esperar para assinar um pré-contrato com Lucas no início do ano que vem e ter o arqueiro de 19 anos sem precisar pagar ao clube brasileiro a partir de agosto de 2019.

Perri tem compromisso com o tricolor até 30 de julho de 2019. Seis meses antes do final do acordo ele está livre para assinar pré-contrato com outra agremiação.

Como o goleiro está integrado ao elenco profissional mas não joga, as observações da Roma foram feitas em cima de suas atuações nas categorias de base do clube e da seleção brasileira. Atualmente, ele recebe cerca de R$ 15 mil mensais no São Paulo.

 


Entenda o imbróglio que emperra renovação de Liziero com São Paulo
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Uma reunião nesta quinta (29) iniciou tentativa de acordo para que Liziero troque de empresários e, enfim, possa discutir sua renovação contratual com o São Paulo.

O volante, que recebe menos de R$ 10 mil por mês, conforme apurou o blog, não quer negociar com o clube enquanto não mudar de agentes. O compromisso do meio-campista com a equipe do Morumbi vai até fevereiro de 2020. Mas o São Paulo tem certa pressa para renovar, dar reajuste ao atleta e, ao mesmo tempo, aumentar sua multa rescisória. Dessa forma,  ficaria mais protegido em relação a times interessados no jovem.

O encontro feito um dia após a eliminação do São Paulo nas semifinais do Paulista pelo Corinthians, com pênalti decisivo perdido por Liziero, envolveu um advogado falando em nome do jogador e atual equipe de representantes do volante. Na Art Sports, empresa com quem o são-paulino tem contrato, a conversa foi considerada boa no sentido de se chegar a um acordo.

Liziero deseja ser representado pela Elenko, que tem como principal nome o empresário Fernando Garcia, influente no Corinthians. A empresa, porém, não admite publicamente estar negociando para ter o volante como cliente.

A situação se complicou porque a Art Sports Management, do agente Nilson Moura, tem Liziero sob contrato até 2020 com multa rescisória de R$ 1 milhão. O blog apurou que a empresa aceita uma quantia inferior como indenização.

Só que Liziero foi orientado por advogados a questionar o compromisso e exigir que o vínculo seja considerado encerrado em abril, mês em que o trato completará dois anos. O argumento é de que a Art Sports violou o Regulamento Nacional de Intermediários da CBF. O documento estipula em dois anos o prazo máximo para acordos entre agentes ou empresas com jogadores. Assim, Liziero recorreria à Câmara Nacional de Resoluções de Disputas da CBF para conseguir se desvincular dos empresários atuais sem nada pagar.

Por sua vez, a Art Sports sustenta que o contrato com o jogador é legal, pois possui respaldo jurídico para superar os dois anos estipulados pela CBF. Moura está cadastrado na entidade para exercer a atividade de empresário de jogadores.

Antes de crise entre Liziero e seus representantes estourar, chegou a haver contato do São Paulo na tentativa de renovação. O blog apurou que a ideia inicial do clube era aumentar o salário do volante para R$ 40 mil.

 


Opinião: São Paulo perde chance de definir semifinal no Morumbi
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Sabe aquele time que está com um jogador a menos, fica encolhido atrás e praticamente não chega perto da área adversária com a bola dominada? Foi assim que o Corinthians jogou no primeiro tempo do clássico deste domingo contra o São Paulo no Morumbi.

Ter atuado tão mal na etapa inicial foi o principal motivo para a derrota alvinegra por 1 a 0 na partida de ida das semifinais do Paulista contra o rival.

Os números relativos ao desempenho ofensivo das equipes mostram que o São Paulo poderia ter conquistado antes mesmo do intervalo uma vantagem melhor do que jogar pelo empate em Itaquera na próxima quarta. Nos 45 minutos iniciais, os tricolores finalizaram oito vezes contra apenas uma conclusão do alvinegro, de acordo com dados do site Footstats.

Tanta timidez ofensiva da equipe de Carille se explica principalmente pela ausência de Rodriguinho, lesionado, e por conta da eficiente marcação são-paulina.

Com o desfalque de última hora, o Corinthians ficou sem qualidade na transição da defesa para o ataque. Mas não foi só isso que atrapalhou. O  time comandado por Diego Aguirre sufocou o rival com uma marcação agressiva no primeiro tempo. Mesmo muito superior, a equipe da casa só abriu o placar no final do primeiro tempo, com Nenê, depois de uma bobeada de Mantuan armar o contra-ataque adversário.

No segundo tempo, o São Paulo puxou o freio de mão, enquanto o adversário trocava passes quase sempre inofensivos. Só melhorou depois da entrada de Pedrinho.

Mas o São Paulo não repetiu a mesma marcação dos 45 minutos iniciais, criou poucos contrata-ataques e perdeu a chance de sair do Morumbi com a vaga praticamente assegurada.

 


Clássico opõe rotatividade são-paulina à continuidade corintiana
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O clássico entre  São Paulo e Corinthians no Morumbi neste domingo, às 16h, pelas semifinais do Paulista, confronta a rotatividade tricolor com a continuidade alvinegra.

A última vitória são-paulina, em novembro de 2016, por 4 a 0 (não está na conta a disputa de pênaltis na Flórida Cup de 2017), serve como ponto de partida para essa comparação. De lá para cá o time da zona leste só trocou uma vez de treinador: Oswaldo de Oliveira foi substituído por Fábio Carille. Já os são-paulinos vivem atualmente o começo da era Diego Aguirre. Ele é o terceiro técnico (sem contar períodos de interinidade) a passar pelo clube desde aquela goleada. Rogério Ceni e Dorival Júnior foram os outros.

Entre os jogadores, as mudanças também são mais significativas do lado tricolor. Do elenco do São Paulo no atual Campeonato Paulista, apenas Rodrigo Caio e Cueva estiveram em campo na última vitória do time no Majestoso. O zagueiro, no entanto, não joga hoje por estar na seleção brasileira.

Do lado alvinegro, sete atletas que amargaram aquela derrota permanecem no clube: Cássio, Fágner, Balbuena, Vilson, Marquinhos Gabriel, Rodriguinho e Romero. Cássio, Balbuena e Rodriguinho devem começar a partida deste domingo. Fagner é ausência certa por estar na seleção, assim como Balbuena e Romero estão na seleção paraguaia.

Fora de campo, o Corinhians também mudou menos do que o rival desde o revés por quatro gols de diferença. Alessandro Nunes já era o principal dirigente remunerado do clube na ocasião. Por sua vez, o São Paulo convive com um entra e sai de diretores executivos. Marco Aurélio Cunha ocupava o posto na goleada. Ele foi substituído por Vinícius Pinotti, trocado por Raí, atual dirigente.

Esse cenário coloca, em tese, Aguirre numa situação menos confortável do que a de Carille na disputa por um lugar na decisão do Paulista. Enquanto um está tateando o novo terreno, construindo uma estrutura de jogo e descobrindo as reações dos atletas, o outro se sente em casa no clube e conhece profundamente o elenco.


Lugano indica uruguaios ao São Paulo, mas cobranças serão sobre Raí
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O São Paulo está em estágio avançado de negociação com o atacante Gonzalo Carneiro, do Defensor, do Uruguai. Assim como o técnico Diego Aguirre, o jogador uruguaio foi indicado pelo compatriota Lugano. E da mesma forma que aconteceu com o treinador, o atleta pretendido gera desconfianças no Morumbi sobre seu potencial.

Apesar de os dois nomes terem saído da cartola de Lugano, aas cobranças, caso se confirme também a chegada do atacante, recairão sobre o diretor executivo Rai.

O Conselho de Administração do clube, que entre outras funções avalia o desempenho de dirigentes remunerados, entende que não é o caso de opinar sobre cada contratação. Porém, considera que elas entram na análise do trabalho do diretor executivo. Ou seja, se Lugano, superintendente de relações institucionais, ou outro funcionário indica reforços e Raí faz as contratações, os resultados devem ser cobrados do ex-meia, responsável pelo departamento de futebol.

Segundo membros do Conselho de Administração, neste momento, não há insatisfação com Raí. Ele tem sido elogiado por relatar seu trabalho ao órgão com transparência. O entendimento dos cartolas é de que com pouco mais de três meses de trabalho é cedo para exigir mudanças profundas no departamento de futebol. A ordem é esperar para avaliar.


Cinco problemas que se repetem no São Paulo
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Em cerca de dois anos e meio como presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Sila, o Leco vê  problemas se repetirem incomodamente. A falta de solução causa mudanças constantes na comissão técnica e na diretoria, mas a maioria não surte o efeito esperado. Abaixo, veja cinco desses problemas recorrentes.

1 – Erros em campo

Passes errados e falhas individuais, especialmente na defesa, são problemas que perseguem o São Paulo nas últimas temporadas. Rogério Ceni e Dorival Júnior caíram sem encontrar solução. Diego Aguirre já viu em sua estreia que terá dificuldade para se livrar deles.

2 – Substituto de Rogério Ceni no gol

A aposentadoria do ídolo deixou uma preocupante lacuna no gol tricolor. Dênis, Sidão e Renan Ribeiro não conseguiram se firmar na posição. Jean, a bola da vez, sofreu um baque ao sair catando borboleta no cruzamento que gerou o gol da vitória contra o São Caetano. A falha foi pontual e está longe de indicar que ele não é o cara certo pra posição. Mas é preciso ver como o goleiro vai reagir ao golpe.

3 – Inconstância de Cueva

A trajetória do peruano no Morumbi é marcada por altos e baixos. Ele alterna grandes partidas (cada vez menos) com atuações apagadas. Constantemente recebe críticas de cartolas e membros da comissão técnica por suposta falta de comprometimento. Em janeiro, num momento de atrito com a diretoria, o jogador chegou a pedir para não atuar contra o Mirassol. Depois pediu desculpas e voltou o time. Ele já tinha sido multado por atrasar em seis dias sua reapresentação à equipe no início da temporada. O camisa 10 foi substituído por Marcos Gilherme no primeiro confronto das quartas de final e não participará do segundo, nesta terça, no Morumbi, por estar com a seleção peruana.

4 – Trocas na comissão técnica

Os últimos dois treinadores contratados por Leco foram demitidos com menos de nove meses no cargo. Ceni ficou seis meses e Dorival Júnior oito. Diego Aguirre assinou contrato por nove meses e perdeu na estreia para o Azulão comandado por Pintado. O treinador adversário é um dos que simbolizam as trocas na comissão técnica tricolor. Auxiliar que deveria ser fixo, ele foi afastado após a chegada Dorival. Por sua vez, Aguirre, depois do começo ruim, certamente já será pressionado se o São Paulo não conquistar a vaga para as semifinais. De quebra, ele tem a sombra de André Jardine, auxiliar que encanta parte considerável dos conselheiros.

5 – Busca por diretor de futebol que resolva os problemas com rapidez

O rodízio de diretores e executivos no departamento de futebol é uma das características da administração de Leco. Já passaram pelos cargos nomes como Ataíde Gil Guerreiro, Gustavo Oliveira, Luiz Cunha e Vinícius Pinotti. Atual diretor remunerado, Raí ainda não conseguiu solucionar com rapidez antigos problemas. A contratação de Aguirre, mais por vontade sua e de Lugano do que do restante da diretoria, aumenta a pressão sobre o ex-jogador.

 

 

 


Opinião: derrota do SPFC no ABC ressalta benefício injusto ao Corinthians
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Não foi por jogar fora de casa que o São Paulo perdeu neste sábado (17) por 1 a 0 para o São Caetano. O time da capital até tinha a maioria dos cerca de 5 mil torcedores no Anacleto Campanella. Mesmo assim, o resultado ajuda a entender como foi injusta a decisão da Federação Paulista de permitir ao Bragantino mandar sua partida desta tarde contra o Corinthians no Pacaembu. O fracasso são-paulino reforça também a bagunça no Estadual.

Mesmo jogando na segunda casa alvinegra, a equipe do interior pode vencer. Mas o jogo seria muito mais complicado para os corintianos em Bragança. Assim como seria mais difícil para o Azulão bater o São Paulo com um confronto no Morumbi e outro no Paulo Machado de Carvalho. Se o primeiro duelo das quartas de final do Paulista tivesse acontecido na capital, apesar do mando do São Caetano, a presença da torcida tricolor seria maior. Consequentemente, a pressão sobre o adversário também aumentaria.

Claro que o teórico desequilíbrio na competição provocado pelo benefício ao Corinthians não tem nada a ver com a falha de Jean no gol do São Caetano e a fraca exibição são-paulina. Porém, não há como negar que essa falta de igualdade existe, não só em relação à equipe de Diego Aguirre e ao próprio Azulão, mas também em referência aos demais participantes desta fase.

Por outro lado, também não dá pra ter pena do São Paulo, que no ano passado jogou duas vezes contra o Linense pela mesma fase e avançou às semifinais com dois triunfos. E nem do Palmeiras, que 2015, na etapa de grupos, viu o Audax ser mandante no Allianz Parque e venceu por 3 a 1.