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Aliados criticam Leco por multa paga a Ceni e escolha de executivos
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Com José Eduardo Martins, do UOL em São Paulo

A multa de R$ 5 milhões paga para rescindir o contrato do técnico Rogério Ceni e a nomeação de conselheiros e associado para ocupar cargos na diretoria executiva (remunerados) fazem o presidente do São Paulo ser criticado até por importantes aliados. Os descontentes admitem a insatisfação com as medidas, porém negam ter rompido com Carlos Augusto de Barros e Silva.

A situação aumenta a pressão política sobre Leco no momento em que o presidente tem como foco afastar o time da zona de rebaixamento do Brasileiro.

Os descontentes não se manifestaram publicamente e pelo menos parte deles fez suas críticas diretamente para o presidente. O cartola ouviu que ao escolher membros do conselho para a direção executiva o dirigente não seguiu o espírito do novo estatuto que é de nomear profissionais experientes e não vinculados ao ambiente político tricolor. A medida visa aumentar a eficiência administrativa e diminuir a influência política na gestão são-paulina.

Leco escutou ainda que deveria ter contratado uma empresa especializada em buscar executivos no mercado para preencher os cargos. O blog apurou que um dos argumentos usados pelo presidente para rebater os críticos é de que não encontraria no mercado executivos dispostos a aceitar os mesmo salários pagos a conselheiros.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Leco respondeu que todos os diretores executivos foram referendados pelo Conselho de Administração do São Paulo.

Os conselheiros nomeados são Rodrigo Gaspar, diretor executivo administrativo, Elias Barquete Albarello, diretor executivo financeiro, e Eduardo Rebouças, diretor executivo de infraestrutura. Vinícius Pinotti, que comanda o futebol, não é membro do conselho, mas foi um importante colaborador da campanha de Leco enquanto atuava no marketing do clube.

Rogério

A multa paga a Ceni gera descontentamento até entre gente da atual diretoria, que discorda da decisão de Leco e dos antigos responsáveis pelo departamento de futebol.  Cobrado por conselheiros, Pinotti tem explicado que ele não participou da confecção do contrato do treinador, pois ainda não estava no cargo. Participaram da negociação, Marco Aurélio Cunha (sem negociar valores), José Jacobson Neto e José Alexandre Médicis, além de Leco.

A queixa central é de que o São Paulo não tinha o costume de colocar multas rescisórias nos acordos com treinadores e que foi imprudência aceitar uma quantia alta para um técnico iniciante.

O blog apurou que a antiga diretoria chegou a contestar o valor sugerido por Rogério, mas no final aceitou. Considerou o pedido de multa um instrumento normal exigido pelos treinadores diante da instabilidade normal na profissão. Os dirigentes acreditavam que o clube estava protegido com os critérios de desempenho. Porém, a multa só poderia deixar de ser paga por baixo rendimento no final de cada uma das duas temporadas acordadas. Havia na diretoria quem acreditasse que Rogério poderia decolar e atrair o interesse de clubes estrangeiros. O técnico arcaria com a multa se pedisse demissão.

Também por meio da assessoria de imprensa, Leco afirmou que esse assunto será tratado internamente.

Nesta quinta, ele deverá ser indagado por membros do Conselho de Administração sobre a decisão de aceitar a inclusão da multa rescisória no contrato de Ceni. Uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, pedida principalmente por membros da oposição, também terá pedido de explicações sobre esse tema e a respeito dos critérios usados para a indicação de diretores executivos.


SPFC luta contra queda em meio a fim de plano que reduz força de técnico
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No final de maio do ano passado, com o time nas semifinais da Libertadores, Gustavo Vieira de Oliveira, então diretor executivo do São Paulo, celebrava o início de um projeto a longo prazo para o clube. O plano previa o fortalecimento da comissão técnica fixa tricolor, a efetivação de um modo de jogar que seria aplicado também nas categorias de base e a diminuição do poder do treinador. Entre outros benefícios para a agremiação, ele previa que as trocas de treinadores seriam menos traumáticas. Sairia o comandante, ficaria a maioria da comissão, e o novo trabalho não começaria do zero.

Hoje, pouco mais de um ano depois, vítima da combinação entre política conturbada e maus resultados em campo, o sistema idealizado pelo filho do ex-jogador Sócrates está aniquilado.

Em meio a uma de suas maiores crises técnicas e da luta contra o rebaixamento no Brasileiro, o São Paulo enfrenta praticamente tudo que o plano do ex-dirigente queria evitar: instabilidade técnica e tática, mudanças radicais na comissão técnica e  treinadores com amplos poderes.

Em setembro do ano passado, golpeado pela eliminação na Libertadores e por uma forte pressão política contra seu mentor, o projeto de Gustavo começou a virar pó com a saída dele. O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que havia abençoado o planejamento do executivo, não resistiu às cobranças de conselheiros e diretores, trocando o ex-dirigente por Marco Aurélio Cunha.

Seguidas mudanças na direção de futebol e no comando técnico também ocorreram. Depois da saída (contra a vontade da diretoria) de Edgardo Bauza, que simbolizava o projeto de diminuição do poder de treinadores no Morumbi, passaram pelo comando técnico Ricardo Gomes e Rogério Ceni antes da chegada do atual treinador, Dorival Júnior, sem contar os interinos.

Foram diversas as transformações de filosofia de jogo enfrentadas pela equipe, ao contrário do que previa o projeto de Gustavo.

Com a chegada de Rogério para a temporada de 2017, foi abandonada a ideia do treinador com poderes limitados. Ele trouxe dois auxiliares estrangeiros e filosofias próprias para implantar no clube.

Ceni não aguentou aos seguidos fracassos do time. Viu um de seus assistentes pedir as contas dias antes dele ser demitido.

Em seguida, veio o golpe fatal no sistema de estabilidade idealizado anteriormente. A comissão técnica fixa, antes vista como fundamental, foi parcialmente destruída. Acabaram demitidos o preparador físico José Mário Campeiz e o treinador de goleiros Haroldo Lamounier, alvos de pressão de conselheiros.

O auxiliar técnico permanente, Pintado, também não resistiu e foi convidado para atuar na integração entre as categorias de base e o time principal. Ele era fundamental no antigo projeto para diminuir o poder dos treinadores. Cabia a ele dialogar com os técnicos e trabalhar pela filosofia do clube.

Dorival chegou com um auxiliar, um analista de desempenho, um preparador físico e ainda indicou um preparador de goleiros. Ou seja, a ideia de as trocas no comando provocarem menos traumas no clube e não representarem o recomeço do zero também foi sepultada.

A atual diretoria, comandada pelo mesmo presidente que avalizou as ideias de Gustavo e com Vinícius Pinotti como executivo, nega interferência política nas trocas realizadas. Internamente, são feitas críticas à decisões do passado, da época em que o filho de Sócrates estava no comando e que estariam sendo corrigidas agora.


Opinião: empate justo no Morumbi. São Paulo está no mesmo nível do lanterna
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Difícil achar algo que tranquilize o torcedor do São Paulo no empate em dois gols com o Atlético-GO nesta quinta no Morumbi. O resultado justo mostra a realidade do futebol tricolor neste momento: está em pé de igualdade com o lanterna do Brasileirão.

O time do Morumbi jogou como candidato ao rebaixamento e mostrou que o estreante Dorival Júnior terá enorme trabalho para fazer a equipe apresentar um futebol decente.

O segundo gol do Atlético, marcado por Everaldo, de calcanhar em meio a três defensores rivais, simboliza a bagunça que é o São Paulo em campo atualmente.

Organizar taticamente o time, acabar com falhas infantis, melhorar a pontaria, aprimorar o preparo físico dos jogadores… Trabalho não falta pelo que se viu no Cícero Pompeu de Toledo.

Nesse cenário, o futuro para o torcedor são-paulino é assustador. No momento, não dá pra esperar nada além de passar boa parte do campeonato lutando contra o rebaixamento.


Pagamento de multa a Rogério faz Leco ser cobrado internamente
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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

O fato de o São Paulo ter que pagar multa de R$ 5 milhões a Rogério Ceni por sua demissão gerou descontentamento em pelo menos três áreas no São Paulo. Os insatisfeitos estão na diretoria, no Conselho de Administração e no Conselho Deliberativo. No último caso, especialmente entre os opositores.

Na atual direção, há quem acredite que foi um erro da antiga diretoria de futebol e do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva concordar com o pagamento de multa. Mas, nesse caso, não há barulho.

Já parte dos integrantes do conselho de administração mostra mais incômodo. A ala insatisfeita quer que Leco explique os motivos que levaram o clube a aceitar a inclusão da multa e pretende sugerir ao presidente que ele defina um padrão para os próximos contratos de treinador. Não é usual o clube estipular multas contratuais para seus técnicos. Os antecessores de Ceni demitidos receberam indenizações de um mês de salário. O sucessor dele, Dorival Júnior, tem previsão de multa equivalente a dois meses de pagamentos.

Os pedidos de explicação e a sugestão sobre a definição de um padrão deverão acontecer na próxima reunião do Conselho de Administração.

No órgão, também há quem queira informações sobre o afastamento de Pintado da comissão técnica da equipe principal. Existem membros que consideram que o Conselho de Administração não pode ser surpreendido com decisões importantes. A tese é de que eles só podem colaborar com o presidente se emitirem suas opiniões antes de tais medidas serem adotadas. Porém, os mais próximos a Leco discordam. Afirmam que se atos referentes ao departamento de futebol forem alvos de discussões, haverá lentidão nas ações. O clube poderia ser prejudicado.

Já no Conselho Deliberativo, o opositor Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, e seus colegas tentam colher 50 assinaturas para que seja marcada uma reunião extraordinária do órgão. Entre outros temas, seriam cobradas explicações sobre os motivos que levaram o clube a concordar a incluir multa rescisória no contrato do ex-goleiro. Também seria pedido um balanço financeiro sobre as recentes vendas e contratações de jogadores. A medida é vista pela situação como meramente política.

O blog telefonou para o presidente são-paulino, mas ele não atendeu à ligação.

 


Cinco desafios de Dorival Júnior para evitar a queda do São Paulo
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Dorival Júnior assume hoje o comando do São Paulo com a missão de evitar o rebaixamento do clube, penúltimo colocado no Campeonato Brasileiro. Abaixo, veja os cinco principais desafios do treinador para obter sucesso na missão.

1 – Acabar com falhas infantis na defesa

Desde o início da temporada, Rogério Ceni tentou sem sucesso acabar com bobas falhas individuais no sistema defensivo são-paulino que prejudicaram o time em diversas partidas. Não conseguiu. A bomba agora está no colo de Dorival.

 

2 – Aumentar o poder de fogo do ataque

Em 12 rodadas, o São Paulo marcou 12 gols. Apenas quatro times têm um desempenho ofensivo pior: Atlético-GO (9), Avaí (7),  Coritiba (11), que joga nesta segunda com o Sport, e Vitória (11).

3 –  Acabar com falta de comprometimento

A diretoria tricolor não cita nomes, mas acredita que existem jogadores descompromissados com o clube e que estão prejudicando o time. Os cartolas preferem citar os que são exemplos de comprometimento: Lucas Pratto, Rodrigo Caio e Jucilei.

4 –  Melhorar a preparação física

Também na visão da direção, há jogadores em má forma física. Pelo menos desde maio havia pressão de conselheiros e dirigentes pela demissão do preparador físico José Mário Campeiz, que aconteceu agora. Dorival trouxe seu preparador físico de confiança, Celso Resende.

5 – Acelerar o entrosamento do time reformulado

Na derrota contra o Santos, o São Paulo mostrou sentir a falta de entrosamento entre novos jogadores com o restante da equipe. Acelerar adaptação de Jonatan Gomez, Petros e Arboleda e a formação de um padrão do jogo estão entre as missões mais importantes de Dorival.

 

 


Dorival combina com SPFC que foge da queda, não com o que briga por títulos
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O currículo de Dorival Júnior tem tudo a ver com o momento vivido pelo São Paulo. O treinador tem se especializado em assumir times que têm como maior ambição no momento se afastar da zona de rebaixamento. E é esse o principal desejo são-paulino atualmente.

Porém, a especialidade do substituto de Rogério Ceni não combina com a maior parte da trajetória tricolor, recheada de títulos importantes ou pelo menos do status de quem sempre quer ser o primeiro. É verdade que não é isso que tem acontecido nos últimos anos. Como é verdade que Dorival foi vice-campeão brasileiro com o Santos em 2016.

Ao escolher Dorival, o São Paulo ataca o presente, sem pensar num futuro condizente com seu passado vitorioso. Decisão compreensível diante do fato de a equipe estar na zona de rebaixamento do Brasileirão.

Mas é difícil imaginar que Dorival tenha vida longa no Morumbi, apesar de seu contrato ir até o final de 2018. Caso cumpra a missão de salvar o time do rebaixamento, não será surpresa se a diretoria chegar à mesma conclusão que o Palmeiras chegou em 2014. No final daquele ano, o alviverde demitiu Dorival logo após o técnico evitar a queda da equipe para a Série B. A decisão deixou claro que ele não era considerado o comandante ideal para projetos mais ambiciosos.

Nesse cenário, o desafio do novo técnico são-paulino não é só manter a agremiação na elite do Brasileiro. Mas convencer seus patrões de que pode levar o clube a grandes conquistas.


Opinião: demissão de Ceni soa como confissão de erro por parte da diretoria
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A diretoria do São Paulo precisava reagir diante da má fase do time. Porém, demitir Rogério Ceni na metade de sua primeira temporada na carreira de treinador soa como confissão de erro dos cartolas ao contratá-lo e sinal de que a diretoria não tinha convicção no projeto que montou.

Ao optar por um técnico novato, qualquer clube está sujeito a uma demora maior para obter bons resultados. Principalmente se ele começa um trabalho praticamente do zero, caso de Ceni e não do corintiano Fábio Carille, que aproveitou boa parte da estrutura montada na era Tite.

A diretoria tricolor não era obrigada a contratar Ceni para treinar sua equipe principal. Poderia ter dado a ele um cargo nas categorias de base e um projeto para chegar ao mais alto posto com uma certa bagagem. Assim, se o ex-goleiro não deu certo, claro que quem o escolheu tem enorme culpa nos maus resultados.

Se houvesse convicção no plano montado para Ceni, a direção tricolor não roeria a corda agora. Trabalharia para corrigir os erros de mãos dadas com o treinador, confiante de que a melhora aconteceria.

Mas, como o alicerce de seu planejamento não era sólido, resolveu partir para outra com medo de ver o time criar raiz na zona de rebaixamento do Brasileiro.

Este blogueiro não criticou a contratação de Ceni. Esperava que ele fizesse trabalho bem melhor do que o feito até aqui. Óbvio que o ex-goleiro foi prejudicado pelas recentes mudanças no elenco são-paulino, prejuí­zo que deve ser creditado à diretoria.

No final, fica a impressão de que os cartolas não sabiam muito bem o que faziam quando entregaram a prancheta para Ceni. Parece que foi na base do “vamos arriscar. Se der errado, mudamos tudo.”


Para ‘segunda’ torcida organizada do São Paulo, Ceni é fiasco como técnico
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Em sua página na internet, a Dragões da Real, segunda maior torcida organizada do São Paulo, fez duras críticas ao técnico Rogério Ceni, que continua com apoio integral da Independente, principal uniformizada tricolor.

Ao analisar a derrota para o Flamengo por 2 a 0, no último domingo, no Rio, a torcida lembrou que o ex-goleiro é o maior ídolo da história do clube e merece eterno respeito antes de disparar contra ele. “Mas tá na hora de falar o que todo mundo está com medo de dizer: como técnico, Rogério Ceni é um fiasco”.

Em seguida, o texto, que não é assinado, lista as falhas detectadas no trabalho do ex-atleta. Entre elas, estão a falta de esquema tático e a ligação direta da zaga para o ataque sem passar pelos meias do time. “Para piorar, tem jogadores que ganham a bênção do técnico e se tornam intocáveis, apesar de seguidas atuações patéticas e absoluta falta de comprometimento, como Cueva, Cícero, Júnior Tavares, Wesley…”.

Para completar, ao afirmar que com contratações sem sentido e falta de planejamento, entre outros problemas, a equipe só poderia estar na zona de rebaixamento, a torcida classifica o técnico como ruim.

Apesar de a Independente ser a organizada mais ouvida no Morumbi, o posicionamento da Dragões é importante por mostrar que Ceni não é mais unanimidade entre os torcedores uniformizados.

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do clube, tem um histórico de tomar medidas em sintonia com a torcida. Foi assim nas contratações do próprio Ceni, como treinador, e de Lugano. Também na compra dos direitos de Maicon foi assim.

Nesse cenário, a opinião dos torcedores está entre os fatores que devem pesar no futro de Ceni.

Atualização

Após a publicação deste post, Ceni foi demitido.


Para conselheiros do São Paulo, Ceni é o menos culpado por má fase
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Rogério Ceni não é o principal culpado pelos maus resultados do São Paulo. Uma série de fatores atrapalha o trabalho do treinador, por isso demiti-lo agora seria uma injustiça. Esse é o pensamento da maioria dos conselheiros do São Paulo. Essa forma de pensar evita a pressão interna na diretoria para demitir o técnico.

A maior parte dos membros do conselho entende que existem falhas estruturais que precisam ser resolvidas para melhorar as condições de atuação do ex-goleiro. A troca do preparador físico José Mário Campeiz é uma delas. Desde maio há pressão por sua demissão.

Os conselheiros também abraçam a tese defendida por Vinícius Pinotti em reunião com eles na última segunda de que existem jogadores descompromissados com o time e que quem não se enquadrar deverá deixar o Morumbi.

Outro argumento é de que as recentes vendas e contratações de jogadores também dificultaram a missão de Ceni. A aposta é de que quando os reforços se entrosarem com o restante do time o rendimento irá melhorar.

Com o apoio da maioria do conselho, Rogério garante o tripé fundamental para sua manutenção no cargo. Ele tem também o apoio público da diretoria e da principal organizada são-paulina, a Independente.

 

 


Após agradar torcida, Leco vê organizada contra ele e a favor de Ceni
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Ao acertar a contratação de Rogério Ceni como técnico, a diretoria do São Paulo fez uma opção arriscada, pois apostou num novato. A única certeza era de que a medida teria apoio da maior parte da torcida, algo ainda mais importante em período eleitoral.

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, foi eleito, negando que a escolha por Ceni tenha tido cunho eleitoral.

Hoje, o presidente sente na pele o efeito de sua opção. A Independente, principal organizada são-paulina, apoia o treinador e detona o presidente. No twitter, ela usa os slogans “fechado com o mito” e “fora Leco”.

A situação é incomum. No lugar de pedir a queda do treinador do time, que se aproxima da zona de rebaixamento, a torcida pede a renúncia do presidente.

Leco ficou numa posição difícil. Se trocar de treinador agora será massacrado pela uniformizada, o que certamente terá reflexos na política interna.

Assim, o dirigente que adotou outras  medidas simpáticas à torcida, como as contratações de Lugano e Maicon, vê sua estratégia se voltar contra ele.