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Chegar ao Morumbi é arriscado e cada vez pior, segundo diretor corintiano
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O sufoco vivido pela delegação do Corinthians na chegada ao Morumbi para o clássico com o São Paulo no último domingo (24) ainda não foi digerido pelos alvinegros. Abaixo leia declaração do diretor de futebol corintiano, Flávio Adauto, ao blog sobre os atos de vandalismo cometidos por torcedores tricolores. Ninguém se feriu, mas pelo menos um vidro do veículo foi quebrado.

“A verdade é que os riscos têm sido grandes a cada vez que chegamos ao estádio (Morumbi). Cortesia do lado de dentro e um campo de batalha do lado de fora. Pedras, paus, garrafas, latas. Tudo é arremessado contra o ônibus. Nem mesmo o ônibus do clube podemos utilizar, o que não muda nada. Em nenhum outro estádio acontece isso. Nem no Brasil, nem fora do país ou em outros Estados. Só no Morumbi. E cada vez pior. Isso tem provocado muita irritação por parte dos jogadores e comissão técnica”.

Revoltada, a direção do Corinthians ainda estuda o que fazer a respeito. Em casos como esse é possível denunciar o ocorrido ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).

Procurada pelo blog às 20h58 da última segunda (25), a assessoria de imprensa do São Paulo afirmou que naquele horário não seria possível obter a posição oficial do clube sobre o tema.


Até aliados criticam Leco por declarações sobre Ceni
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Carlos Augusto de Barrros e Silva, o Leco, sofre críticas até de parte de seus aliados pelo ataque ao trabalho de Rogério Ceni como treinador em entrevista ao site “Chuteira FC”.

Sob a condição de não terem seus nomes publicados, três conselheiros alinhados com o presidente são-paulino criticaram a atitude dele. As queixas são principalmente duas. A primeira, sobre a decisão de dar a entrevista. O entendimento é de que o cartola deveria ter se recusado a falar com o site para não se expor no momento em que o time luta contra o rebaixamento e às vésperas do clássico com o Corinthians. O silêncio seria uma forma de evitar situações que pudessem respingar na equipe.

O segundo argumento é o de que, a partir da decisão de dar a entrevista, Leco deveria ter evitado falar sobre Rogério. Seu posicionamento deveria ter sido de comentar o presente e o futuro. Esquecer o passado seria uma estratégia para não reabrir feridas. Depois da publicação das declarações do presidente, Ceni escreveu em sua conta no Facebook: “não se deixe enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem”.

Os críticos de Leco também afirmam que o presidente não deveria atacar um dos maiores ídolos do São Paulo. Quem defende o dirigente diz que ele separa o goleiro do treinador na hora de fazer suas críticas e que algumas pessoas no Morumbi não entendem essa diferenciação.

Já a oposição soma as afirmações sobre Rogério ao episódio em que o conselheiro Pedro Mauad acusa Leco de agressão depois do empate com o Corinthians.

Procurado por meio da assessoria de imprensa do São Paulo, Leco não comentou as críticas até a publicação deste post.

 


Opinião: Leco dá ‘tiro no pé’ ao detonar Ceni
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Na opinião deste blogueiro, soaram como ataque gratuito e tentativa atrapalhada de se desvincular da péssima campanha do São Paulo no Brasileirão as críticas feitas por Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, a Rogério em entrevista ao site “Chuteira FC”.

O presidente são-paulino diz que incialmente tinha dúvidas se o ex-goleiro estava pronto para ser treinador, mas que foram tantas e tão forte as colocações dele de que estava pronto que o dirigentes se convenceu. Então, no esquema de profissionalismo pregado pelo novo estatuto tricolor basta que um candidato a uma vaga se diga apto para a direção concordar? É assim que funciona numa grande empresa? Não faltou poder de análise à diretoria?

Leco diz também que fez o que ninguém evitaria fazer: trazer Rogério para treinar a equipe. Ou seja, dá a entender que administrou tomando o pulso da torcida, adotando uma medida popular. Foi assim também quando ele trouxe Lugano para ser reserva de luxo e ainda renovou seu contrato. É chover no molhado dizer que um presidente de clube não pode contratar com a cabeça de torcedor.

Ao tentar explicar os motivos que fizeram a passagem de Ceni como treinador são-paulino ser tão curta, o presidente avaliou que “ele não se adaptou à dinâmica da nova situação. Como jogador ele era o Mito, uma figura grande, com muitas conquistas. Mas era uma situação muito diferente da de pegar um grupo e formar um time”. Ué, mas se leco sabia que era seria uma situação muito diferente da que Rogério estava acostumado, porque teve tanta convicção de que o ex-goleiro seria a melhor opção a ponto de dar a vaga para ele? Não parece incoerente?

A agressão gratuita aconteceu quando o presidente disse que “foi com ele que fomos par a zona de rebaixamento. E como é duro de sair”. Ao apontar o dedo para Ceni, Leco sugere que não cometeu erros que ajudaram o time a encalhar na zona de degola. Impossível tirar o cartola dessa, primeiro porque foi ele quem contratou o ex-goleiro. E as seguidas vendas de jogadores autorizadas pelo presidente? Não prejudicaram a equipe? Não podem ter a ver com o desempenho pífio?

A minha leitura é de que Leco não percebeu que falar mal de Ceni depõe contra o próprio dirigente. É um tiro no pé. Além de ser desnecessário aumentar a ira de um ídolo do clube e que certamente não perdeu seus milhões de fãs por causa da experiência amarga.

 


Opinião: São Paulo insiste na arriscada estratégia de agradar à torcida
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A reunião entre torcedores e jogadores do São Paulo na última semana indica que a diretoria tricolor não aprendeu com erros cometidos na tentativa de agradar aos fãs do clube.

Geralmente, atletas não gostam de ter que dar explicações aos torcedores. E costumam se sentir ainda mais incomodados quando são tiradas satisfações dentro do local de trabalho e com anuência da direção.

Além do natural risco de gerar descontentamento, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, deixou membros do Conselho de Administração são-paulino contrariados com o que acreditam ser exposição desnecessária dos jogadores perante a torcida.

O episódio é a repetição da estratégia de tomar medidas simpáticas à torcida adotada outras vezes por Leco sem sucesso.

Foi assim, por exemplo, na decisão de contratar Lugano, claramente sem condições de ser titular, na tentativa de reconquistar o apoio dos torcedores para o time, além da aposta na liderança do zagueiro. Essa era a teoria, mas na prática o São Paulo ficou com um reserva de luxo enquanto não consegue arrumar sua zaga desde o início do ano. E o contrato do uruguaio ainda foi renovado, apesar de ele ser pouco aproveitado.

A contratação de Rogério Ceni, realizada em período de campanha eleitoral (Leco nega cunho político), também foi extremamente popular entre os torcedores. Porém, com a demissão do ex-goleiro em apenas cerca de seis meses, a escolha se revelou uma ação sem sólido planejamento. A impressão que fica, é que na oportunidade a diretoria fechou os olhos para os riscos da decisão de dar sua prancheta para um estreante. Assim como tampou os ouvidos para alertas dos membros do Conselho de Administração sobre a possibilidade de efeitos colaterais provocados pelo encontro entre atletas e torcedores.

Se jogadores podem ter ficado constrangidos com a cobrança feita especialmente por membros de torcidas organizadas, o mesmo pode acontecer com Dorival Júnior se for colocada em prática a ideia de Muricy Ramalho prestar consultoria técnica informal.

O atual treinador diz concordar com a medida, mas não é estranho o fato de a diretoria ter dito que Dorival considerava desnecessária a ajuda externa de um profissional do ramo? Muricy foi convidado mediante forte pressão de torcedores, sócios e conselheiros que entregaram para Leco um abaixo-assinado pedindo a contratação do ex-treinador como coordenador. Mais uma vez fica no ar o cheiro de que a direção continua confiando no populismo como forma de administrar o clube.

Esse estilo pode conduzir Leco a dois tipos de situação. Na primeira, se a equipe se salvar, do rebaixamento, torcedores, sócios e conselheiros irão dizer que a direção só não rebaixou a equipe porque eles interferiram. Até aí, tudo bem, pois não é vergonha contar com ajuda para fazer o melhor pelo clube.

No segundo caminho, o presidente afundaria com a torcida para a Série B. Daí poderá dizer que não errou sozinho e que fez o que os torcedores pediam, o que de nada adiantará.

O problema, na opinião deste blogueiro, é que já há casos concretos em que o a decisão de atender ao anseio popular atropelou o bom senso gerando resultados amargos para o tricolor. Ou seja, a diretoria repte uma estratégia que não tem dado certo. E, no momento em que o novo estatuto prega o profissionalismo, a influência de quem não é pago para tomar decisões, só aumenta.


Para Conselho de Administração, SPFC expôs atletas em reunião com torcida
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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Para membros do Conselho de Administração do São Paulo a diretoria do clube expôs jogadores ao permitir na última quarta uma reunião deles com torcedores no Centro de Treinamento.

Integrantes do órgão acreditam que a atitude pode gerar descontentamento dos atletas com a direção. Os cartolas contrários à  ideia avaliam que, além de deixar o elenco exposto a cobranças de membros de torcidas organizadas, entre outros torcedores, a atitude pode fazer com que o grupo perca confiança na diretoria. A análise é de que a equipe pode se sentir traída pelos cartolas com a permissão para ser questionada pela torcida dentro de seu ambiente de trabalho.

Outro ponto levantado é que a direção teria dado um sinal de fraqueza e que, se o time reagir a partir de agora, as uniformizadas podem usar o fato para dizer que só com a intervenção delas o clube escapou do rebaixamento para a Série B do Brasileiro. O encontro foi idealizado pelos torcedores uniformizados.

Três dos nove integrantes do Conselho de Administração confirmaram que em reunião do órgão na última terça a preocupação com a reação dos atletas foi manifestada para o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. O cartola, no entanto, defendeu o diálogo com os torcedores.

Apesar da insatisfação demonstrada por parte de seus colegas com o encontro, Raí que integra o órgão, participou ativamente da reunião.

“A administração do São Paulo Futebol Clube compete ao Conselho de Administração, um poder de deliberação colegiada, e à diretoria eleita, auxiliada pela diretoria executiva”, diz o site do clube.


Cinco casos em que o São Paulo repete grandes rebaixados
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1 – Ídolo no comando

Em julho de 2016, o Internacional apostou em Falcão, um dos maiores ídolos de sua história, como treinador. Menos de um mês depois, ele foi demitido por causa dos maus resultados. No fim do ano, os gaúchos foram rebaixados para a Série B. Em 2017, o São Paulo montou seu planejamento com Rogério Ceni estreando na função de técnico. No início de julho, ele foi despedido por conta do risco de rebaixamento. Porém, com Dorival Júnior, a equipe segue ameaçada e ocupa a penúltima posição do Brasileiro.

2 – Crise política e caso policial

A queda do Corinthians para a Série B em 2007 foi precedida por um dos períodos mais turbulentos nos bastidores do clube. Acuado por denúncias, como a acusação de uso de notas fiscais frias em sua gestão, Alberto Dualib renunciou ao cargo em setembro. O rebaixamento aconteceria em dezembro. O São Paulo enfrentou a renuncia de um presidente (Carlos Miguel Aidar) em 2015, após denúncias de irregularidades. A saída do dirigente não significou calmaria. No mês passado, por exemplo, a pedido da diretoria, o DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) abriu inquérito para apurar a suposta comercialização irregular de ingressos e camarotes para shows do U2 e de Bruno Mars no Morumbi. As suspeitas culminaram com a demissão por justa causa do gerente de marketing Alan Cimerman, que nega as acusações.

3 – Estrangeiros na berlinda

Esperança da torcida do Palmeiras, Valdivia foi um dos jogadores mais cornetados na campanha do rebaixamento para a Série B em 2012. Lesões, seu comportamento fora de campo e a acusação de falta de comprometimento compuseram o cenário que fez o chileno ser detonado nas arquibancadas e por cartolas. Hoje, a crise são-paulina tem o peruano Cueva como um dos personagens. Ele também é acusado por dirigentes e parte dos companheiros de não estar comprometido como deveria com a equipe e tem seu preparo físico questionado.

4 – Desentendimentos entre atletas

Enquanto tentava evitar o rebaixamento em 2012, o palmeiras sofria internamente com o confronto entre Marcos Assunção e Valdivia. Em 2015, durante entrevista ao “Diário de S.Paulo”, assunção disse que chegou a dar um soco no chileno após uma discussão, além de fazer uma série de críticas ao ex-companheiro, rebatendo afirmações dele dadas ao “Estado de S.Paulo”. Nos último dias, o São Paulo viveu turbulência por conta de troca de farpas entre Rodrigo Caio e Cueva, que nesta segunda pediu publicamente desculpas ao zagueiro.

5 – Time grande não cai

“O Inter não vai cair”, disse Fernando Carvalho, então vice de futebol do colorado em setembro de 2016. No final do ano, seu clube caiu para a segunda divisão nacional. “Venho afirmar mais uma vez e garantir: não tem hipótese de rebaixamento do Vasco”, declarou Eurico Miranda em julho de 2015. A temporada terminou com a agremiação presidida por ele de volta à Série B. Na última segunda, foi a vez de Cueva decretar: “o São Paulo é grande, não vai cair.”

 

 


Dorival enfrenta campanha de parte de conselheiros por sua demissão
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Acabou o prazo de Dorival Júnior para arrumar o time. Essa é a opinião de parte dos conselheiros do São Paulo que cobra a demissão do treinador. Da mesma forma, há membros do Conselho Deliberativo que querem a saída do diretor executivo de futebol Vinícius Pinotti.

Não corrigir antigas falhas, incapacidade de fazer a equipe evoluir, mesmo com tempo para treinar devido à parada no Brasileirão, e o fato de o tricolor permitir o empate contra a Ponte Preta após estar vencendo por 2 a 0 são usados como argumentos contra o treinador.

“Demos todo apoio ao Dorival, mas tudo tem limite. Chega do Dorival, o time não se encontrou com ele. E os resultados mostraram que o desempenho dele foi pífio”, disse o opositor Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu. As afirmações foram feitas em mensagem enviada a seus contatos por telefone celular.

“Eu contrataria o Leão como treinador e o Muricy como coordenador”, completou o oposicionista no texto. Indagado pelo blog sobre Dorival, Ferreira respondeu: “Dei dois meses para avaliar o trabalho dele, mas depois de hoje (sábado no jogo com a Ponte) não dá mais. Técnico é como vendedor, a análise é simples, pelos resultados”, disse.

Newton não cita Pinotti, mas há no conselho quem entenda que o executivo perdeu a blindagem que tinha. Parte de conselheiros influentes entendia que ele não podia responder por problemas de planejamento ocorrido antes de maio, quando assumiu o cargo. No entanto, politicamente, Pinotti já enfrentava críticas por ocupar um cargo executivo sem antes ter exercido função profissional no futebol.

Sócio do clube, ele era dirigente do departamento de marketing e foi um importante aliado de Leco na campanha pela reeleição presidencial neste ano.

Vale lembrar que os conselheiros não têm poder de decisão em relação à permanência ou não de técnicos e diretores. Porém, a opinião da maioria costuma ser analisada pelos presidentes de clubes.


Principal organizada do SPFC promete ir ao CT cobrar atletas por ‘racha’
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A Independente, maior torcida organizada do São Paulo, vinha poupando jogadores de duras críticas na luta contra o rebaixamento. Após o empate com a Ponte Preta por 2 a 2 no Morumbi, no último sábado, a uniformizada subiu o tom de voz. Prometeu ir ao CT do clube cobrar jogadores pelo que chamou de racha no grupo, referência às divergências entre Rodrigo Caio e Cueva.

“Torcida unida, elenco rachado. Vamos no CT. Queremos uma reunião com todos esses jogadores. Acabou a palhaçada. Muito respeito com a camisa tricolor”, escreveu a direção da organiza na conta da torcida no Twitter.

Outra postagem da uniformizada diz: “apoio incondicional ao São Paulo FC continua até o fim. Cobraremos atitude de alguns atletas. O SPFC é muito maior do que eles pensam”.

Em agosto do ano passado, as uniformizadas são-paulinas invadiram o CT do time. Foram acusadas de agredir jogadores e de roubar bolas e uniformes. A invasão rendeu processo contras as entidades e seus líderes.

Já em 2017, diante do risco de queda para a Série B do Brasileiro, as torcidas organizadas do São Paulo tem dado seguidas demonstrações de apoio aos atletas, como no mês passado quando cerca de 18 mil torcedores fizeram festa em treino no Morumbi antes do último clássico com o Palmeiras.


Em carta, diretor do SPFC diz que ex-gerente levou R$ 1,5 mi em ‘caso U2’
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Carta encaminhada ao presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, detalha como funcionaria o esquema de venda de ingressos inexistentes para shows no Morumbi. A mensagem foi escrita por Márcio Aith, diretor executivo de comunicação e marketing e principal responsável pela investigação. O trabalho culminou com a demissão por justa causa de Alan Cimerman, ex-gerente de marketing tricolor. O ex-funcionário nega as acusações.

“Em breve resumo, o Sr. Cimerman obteve ilegalmente, na conta pessoal de um familiar de primeiro grau, depósitos de pelo menos cerca de R$ 1,5 milhão”, diz trecho da carta redigida por Aith e repassada por Leco aos conselheiros.

De acordo com o relato, os depósitos foram feitos por terceiros a quem Cimerman havia prometido vender ingressos e alugar camarotes para os shows do U2 e de Bruno Mars no Morumbi.

O ex-gerente, por meio de seu advogado, Daniel Bialski, nega os depósitos em conta de familiar e afirma ter documentos que compravam a lisura de seus atos.

“Os ingressos prometidos pelo Sr. Cimerman seriam desviados de lotes de ingressos de cortesia habitualmente entregues ao 33444


Opositor aponta gestão temerária no SPFC em ‘caso U2’ e pode ser punido
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Em sua conta no Facebook, Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, candidato de oposição derrotado à presidência do São Paulo, pediu que dois cartolas atuais e um ex-dirigente sejam investigados no Conselho Deliberativo por gestão temerária. Por conta de sua atitude, ele virou alvo de pedido de abertura de procedimento disciplinar interno que pode culminar com uma suspensão do quadro de sócios superior a 270 dias.

O ato temerário, segundo Newton, foi a contratação de Alan Cimerman, demitido do cargo de gerente de marketing sob a acusação de venda de ingressos e camarotes inexistentes para shows no Morumbi. Ele foi demitido por justa causa, mas nega as irregularidades, que seriam relacionadas às apresentações de U2 e Brno Mars no estádio são-paulino.

A tese é de que como a empresa de Cimerman já era acusada de não pagar fornecedores das cerimônias de abertura e encerramento da Copa de 2014, ele não deveria ter sido contratado pelo São Paulo. O ex-gerente diz que o orçamento do COL (Comitê Organizador Local) estourou por causa de mudanças de última hora no programa e afirma que também levou calote do órgão.

A representação contra o opositor foi protocolada pelo conselheiro José Francisco Manssur, vice-presidente de comunicação e marketing do clube na época em que Cimerman foi contratado.

“A ficha corrida do Alan Cimerman era uma constatação cabal de que ele nunca deveria ter sido contratado pelo SPFC. O Leco, Manssur & Pinotti devem responder por gestão temerária”, afirmou Newton em sua página do Facebook, citando também o presidente do clube e o atual diretor executivo de futebol, que na ocasião era diretor de marketing.

O opositor também afirma que o sócio Rui Branquinho divulgou ter sido Manssur o responsável pela contratação de Cimerman. O ex-vice nega ter indicado Cimerman e que Branquinho tenha feito tal afirmação.

Em sua representação contra Newton, protocolada no último dia 18, Manssur diz que foi difamado e teve sua honra atacada pelo opositor. “O único responsável pelos danos que intentou cometer teria sido, supostamente, o ex-funcionário (Cimerman), que aliás foi demitido por justa causa pela atual gestão do São Paulo”, diz trecho do documento.

Pela avaliação inicial, o clube não teve prejuízo financeiro com o suposto esquema de venda ilegal de ingressos. Porém, pessoas e empresas que teriam comprado bilhetes e espaços em camarotes foram prejudicadas em pelo menos R$ 2 milhões nas contas do clube.

Para pedir punição a Newton, Manssur alega que ele feriu o artigo 10 do regimento interno do São Paulo. A regra citada prevê em sua letra “i” punição para sócios que veicularem expressões ofensivas ou desonrosas contra o clube ou membros de seus poderes em razão de suas atividades em qualquer meio de comunicação. A punição, após apuração e defesa do acusado, pode chegar a 270 dias e ser aumentada em 1/3 no caso de o infrator fazer parte de poderes do clube. É o caso de Newton, membro do Conselho Deliberativo.

Manssur protocolou outra representação semelhante citando postagem do opositor questionando as qualidades morais e éticas do ex-vice para assumir a função de produzir estudo sobre a separação das atividades sociais e do futebol do São Paulo.

Em nota endereçada aos sócios do clube na qual afirmou ter conhecimento do pedido de Manssur, Newton confirmou que entende ter havido gestão temerária e disse que seu grupo vai pedir uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo ouvir explicações da diretoria sobre o caso envolvendo Cimerman.