Blog do Perrone

Arquivo : maio 2013

Obrigado a marcar pelo menos dois gols, Corinthians deixa no banco seu atacante que mais finaliza
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Gols não tiram Pato da reserva

Forçado a ganhar do Boca por dois gols de diferença (vitória por 1 a 0 provoca disputa de pênaltis), o Corinthians manterá no banco seu atacante que mais finaliza em média nesta temporada.

Vice-artilheiro do clube em 2013, com sete gols, Alexandre Pato tenta balançar as redes, em média, 2,5 vezes por partida, segundo o Datafolha. Desempenho um pouco superior ao do segundo colocado entre os atacantes alvinegros, Sheik, que ostenta média de 2,3 finalizações.

O rendimento do reserva nesse quesito é bem superior ao de Romarinho, que faz em média 0,8 arremate por jogo. Pato supera também Guerrero, dono da marca de 1,9 finalização por partida.

O ex-jogador do Milan talvez não consiga encantar Tite por fazer apenas 1,8 desarme, em média. Perde para Guerrero (2,5), Sheik (4,9) e Romarinho (3,7).

A opção de Tite é mais um teste para a paciência de Pato, que com poucas chances de jogar acaba de perder vaga na Copa das Confederações.

Se o Corinthians não se classificar para as quartas-de-final da Libertadores, certamente, uma das primeiras cobranças sobre o treinador será em relação à  situação de Pato.


Demora de Tite para colocar Pato em campo gera preocupação no Corinthians
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O fato de Tite geralmente deixar a entrada de Pato para o final das partidas provoca desconforto entre cartolas corintianos abaixo de Mário Gobbi. Existe o receio de que o jogador se rebele por causa do pouco tempo que tem tido em campo.

O medo é de que ele jogue na cara da diretoria que se fosse para ser reserva continuaria na Europa. Afinal de contas, voltar para o Brasil foi importante para jogar mais e aparecer para a seleção brasileira.

Nesta terça, a convocação para a Copa das Confederações servirá para medir a paciência do astro, caso ele fique fora da lista de Felipão.


Rotina de indisciplina e medo de melindrar reservas definiram afastamento de Jorge Henrique*
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A decisão de afastar Jorge Henrique não foi motivada exclusivamente pelo episódio do último sábado. Pesaram para a punição decidida por Tite e pela diretoria frequentes atos de indisciplina, como atrasos em treinamentos. E o temor de que perdoar o atacante agora poderia melindrar os que brigam por uma vaga no ataque.

Como explicar, por exemplo, ao reserva e badalado Pato, que, enquanto ele cumpre horários, Jorge Henrique seria perdoado novamente?

Passar a mão na cabeça de JH poderia fazer com que Tite perdesse um de seus trunfos: o controle do grupo. O elenco aceitou calado a decisão. Ninguém pediu a palavra para defender o colega ao ouvir Tite explicar o caso.

Os jogadores são testemunhas de outros episódios em que Jorge Henrique irritou dirigentes e comissão técnica, mas ganhou nova chance. Um dos momentos de tensão ocorreu no último jogo antes do Mundial. O atacante levou cartão vermelho diante do São Paulo e havia o temor de que ele acabasse expulso num jogo no Japão por se desentender com adversários. Ganhou um voto de confiança e foi titular na final.

A ficha de JH já estava extensa quando no sábado ele não treinou e teria dito que passou a noite com o filho no hospital. A doença não teria existido. Para piorar, comissão técnica e diretoria ficaram intrigados ao descobrirem que o jogador tinha deixado suas coisas na concentração na sexta, como se o período de reclusão começasse um dia antes do combinado.

Tite com filho de Jorge Henrique. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Há também quem diga que o castigo só foi anunciado na quinta porque na terça o jogador teria cometido outro ato de indisciplina, mais leve, completando o conjunto da obra.

O blog não localizou Jorge Henrique para falar sobre o assunto. Por meio de uma das redes sociais da internet, ele admitiu ter cometido ato de indisciplina e afirmou já ter pedido desculpas.

Atualização

Depois de Jorge Henrique dizer que tinha passado a noite no hospital com seu filho, a diretoria corintiana ainda foi informada de que ele bateu o carro durante a noitada.

* Atualizado às 16h25


Contra San Jose, Tite prestigia dupla que pode deixar o Corinthians
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Júlio César volta ao gol do Corinthians

Na semana em que tiveram suas saídas do Corinthians cogitadas, Júlio César e Emerson Sheik foram prestigiados por Tite com vagas entre os titulares para a partida desta quarta, contra o San Jose.

Mais surpreendente foi a escalação do goleiro, que não tem a confiança de boa parte da torcida e substituirá o lesionado Cássio. Antes da escolha feita pelo treinador, a direção corintiana sinalizou ao Vasco que Júlio César é um dos jogadores que ela topa incluir numa eventual troca por Dedé.

A escalação reafirma a confiança que o técnico sempre disse ter no goleiro, mas, ao mesmo tempo, valoriza o atleta numa eventual transação com o Vasco.

Sheik também acabou envolvido no caso Dedé. O Vasco gostaria que o atacante fosse um dos corintianos relacionados na troca. A diretoria alvinegra publicou em seu site que não tem interesse em negociá-lo.

De fato, os dirigentes corintianos pretendem manter Emerson. Contudo, alguns cartolas suspeitam que ele queira voltar para o Rio após a Libertadores por razões pessoais. E, se esse for o desejo do jogador, o Corinthians pouco pode fazer.

Termina em dezembro o compromisso de Sheik. Seis meses antes ele está livre para assinar pré-contrato com outra equipe. Assim, se levar a cabo o plano de segurá-lo até o fim do ano, a diretoria assume o risco de perder o atacante de graça. A menos que consiga antecipar a renovação.


Desprezo de Del Nero por Tite reforça necessidade de técnicos e atletas votarem
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Em declarações publicadas na edição desta terça da Folha de S.Paulo, Marco Polo Del Nero despreza Tite e se coloca num patamar superior ao do atual campeão Mundial de Clubes. A maneira como o presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol) ignora queixas do treinador reforça a necessidade de reforma no colégio eleitoral de entidades esportivas.

O Ministério do Esporte já debate uma fórmula para dar poder de voto a atletas e técnicos, apesar de se tratar de entidades privadas. Se isso já fosse realidade, Del Nero não destrataria Tite como destratou, pois estaria falando com um eleitor.

O cartola disse que foi uma “besteira” a reclamação de Tite sobre a FPF ter marcado o jogo do Corinthians contra o Ituano após desgastante viagem para jogar no México na quarta, pela Libertadores.

Del Nero afirmou também que não responde a “um treinador fazendo um comentário desses”. E que vai responder quando o presidente do clube falar.

O fato de o presidente de uma federação e vice da CBF classificar com besteira a reinvindicação de um técnico por um calendário mais racional, deixa mais do que claro que besteira não é entregar as cédulas eleitorais para os que ganham a vida treinando e jogando.


Críticas de Tite aumentam tensão entre Federação Paulista e cartolas do Corinthians
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As críticas de Tite contra a Federação Paulista acontecem num momento político delicado entre Corinthians e Federação Paulista. Não há motivos para acreditar que o técnico tenha intenções políticas em seu discurso. Mesmo assim, ele aumentou a tensão entre clube e entidade.

Cartolas corintianos avaliam que como membro do Comitê Executivo da Conmebol, Del Nero poderia ter protegido mais o clube, punido após a morte do boliviano Kevin Douglas Beltran.

Mas o principal causador do clima bélico entre Corinthians e Federação Paulista é o embate Andrés Sanchez x Del Nero. A briga começou com a saída do corintiano da direção de seleções da CBF.

Sanchez busca um candidato de oposição para bater de frente com o nome a ser lançado por Marco Polo Del Nero na próxima eleição da FPF, no ano que vem.

O corintiano também será oposição na eleição da CBF contra Del Nero, no ano que vem. Se não for candidato, Sanchez vai apoiar um opositor.

Tite não gostou de jogar no sábado, após longa viagem ao México

O presidente da federação e vice da confederação não é de ignorar ataques como os feitos por Tite. A ação do técnico deverá produzir reação nos bastidores, ainda que Duílio Monteiro Alves tenha tirado peso dos golpes do treinador.

O diretor de futebol foi elegante com a federação ao dizer que seria impossível fazer o jogo contra o Ituano neste domingo por causa do clássico entre São Paulo e Palmeiras. Mas tocou num assunto que sempre será uma bandeira para reformulações na FPF: enxugar o Estadual.

“Essa ideia de reduzir o Paulista já existia, e agora temos que nos reunir e conversar sobre isso [por causa da Copa no ano que vem]”, disse Duílio. Mais claro impossível.


Pato “divide” torcida, e Tite mostra habilidade para lidar com novo astro
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Pouco antes de Alexandre Pato entrar, corintianos do setor laranja do Pacaembu fizeram coro com o nome do novato da tarde. Imediatamente, as torcidas organizadas sufocaram a manifestação com seus gritos de guerra. Não deixaram um atleta ser mais ovacionado do que o time.

O episódio ilustra o único efeito colateral que Tite precisa superar com a chegada de Pato: a presença de um astro num elenco de operários campeões.

No primeiro teste, o treinador foi perfeito. Deu um recado para Pato, deixando o craque no banco, e outro para os campeões mundiais: ninguém vai ganhar a vaga com o nome.

De quebra, a sombra de Pato parece ter botado pilha nos atacantes titulares. E o estreante também mostrou estar “pilhado”, marcando logo de cara. Nos dois casos, a fragilidade do Oeste ajudou.

No final, a goleada por 5 a 0 mostrou que Tite continua com a chave do vestiário no bolso. E agora com um elenco mais encorpado e versátil para enfrentar uma temporada desgastante.


Marin quer são-paulino Milton Cruz como homem de confiança na nova seleção
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Com Renan Prates, do UOL Esporte

Milton Cruz tem amizade com Marin

José Maria Marin quer aproveitar a reformulação na seleção brasileira para, enfim, ter alguém de sua confiança por perto. O plano é levar Milton Cruz, seu amigo e eterno auxiliar-técnico do São Paulo.

Por mais de uma vez, o presidente da CBF prometeu a Milton que ele seria contratado. E pediu para que esperasse até o fim de 2012, segundo interlocutores do cartola e também do assistente.

 Eles contam ainda que o dirigente costuma dizer das dificuldades de assumir a CBF com um estafe montado por seu antecessor. Sente a falta de alguém que o mantenha informado sobre o que acontece no vestiário. E que, ao mesmo tempo, indique ao treinador o caminho preferido pela direção da confederação. Nada diferente do que Milton faz no Morumbi.  

Mas no clube esse sistema é tradicional. Quem assina contrato com o São Paulo sabe que precisará trabalhar com Milton. Na seleção, a novidade pode causar constrangimentos ao técnico escolhido para substituir Mano Menezes. Quem conhece bem Felipão acredita que ele não se incomodaria com a companhia do são-paulino.


Demora para anúncio de substituto de Mano pode ajudar Tite; briga com Ronaldinho atrapalha Luxemburgo
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Veja abaixo o que ajuda e atrapalha os principais candidatos naturais ao cargo de técnico da seleção brasileira.

 Tite

A  favor – A decisão de anunciar o novo técnico em janeiro dá mais condições para o corintiano tentar tirar a diferença em relação ao favorito Felipão. Se ganhar o Mundial, pesará o barulho feito pela Fiel. José Maria Marin é sensível à opinião popular.

Contra – Foi contratado por Andrés no Corinthians. Marin e seu vice, Marco Polo Del Nero, não falam a mesma língua que o diretor de seleções.

Felipão

A  favor – É o preferido de Marin, tem fama de “Copeiro” e um título Mundial na bagagem.

Contra – O relacionamento entre ele e parte do elenco do Palmeiras se deteriorou antes de sua saída. Não havia nada de Família Scolari. Andrés conversa muito com atletas e pode jogar o assunto na mesa.

Vanderlei Luxemburgo

A favor – Voltou a  fazer um trabalho de alto nível no Grêmio e recuperou parte de seu prestígio.

Contra ­– Seu histórico de polêmicas e o rompimento com Ronaldinho Gaúcho, que tem a simpatia de José Maria Marin. Sofre rejeição de boa parte da torcida.

Muricy Ramalho

A  favor – Currículo vencedor e o fato de ser o treinador atual de Neymar.

Contra – Por conta da má fase atual do Santos e da passagem ruim pelo Palmeiras, time de Marco Polo Del Nero, não faltam dirigentes para trabalhar contra sua “candidatura”. Disse não a Ricardo Teixeira, atual consultor da CBF.


Antes de Mundial, até presidente do Corinthians é “poupado” e pede licença do cargo
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Mário Gobbi não participou da reunião em que foi renovado o contrato de Tite porque está viajando. Assim como jogadores poupados por Tite, o cartola aproveitou a fase que antecede ao Mundial para descansar. Ele se licenciou da presidência do Corinthians para fazer uma viagem particular.

Viajou na segunda e deve voltar no sábado. Já não estava em São Paulo no dia em que dirigentes de clubes manifestaram apoio ao candidato petista à prefeitura, Fernando Haddad.

A viagem presidencial incomodou conselheiros da oposição corintiana. Queixam-se de que a saída deveria ter sido divulgada pelo clube, ao menos para os membros do Conselho, já que outro cartola assumiu provisoriamente o cargo, Elie Werdo.

Mais do que isso, reclamam de Gobbi não ter participado do encontro com o empresário de Tite, Gilmar Veloz, para formalizar a renovação do treinador. Afirmam que o cartola tinha a obrigação de estar presente.

Pedido de licença do delegado Gobbi no Diário Oficial

A assessoria de imprensa do cube, por sua vez, alega que o dirigente cuidou da renovação antes de se ausentar. Há cerca de 20 dias ele já tinha definido com seus diretores quanto pagaria de salário e bônus ao técnico.

Gobbi também pediu licencia prêmio de seu cargo no Estado como delegado por 90 dias. Ela começou a valer no dia 3 de outubro.