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Arquivo : Tite

Talento individual + força coletiva = igual a outra vitória do Brasil
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O Paraguai foi um adversário complicado na Arena Corinthians, apesar da derrota por 3 a 0. Teve pouco apetite ofensivo, mas foi faminto na marcação. Diminuiu espaços para a seleção brasileira e poderia ter dificultado muito mais as coisas. Não complicou por causa da combinação entre organização tática e talento individual, que já se tornou uma característica da equipe comandada por Tite.

Foi a disciplina tática que permitiu ao volante Paulinho (ele mais uma vez) apoiar o ataque sem comprometer a defesa e ajudar na abertura do placar. Os talentos do ex-corintiano e de Philippe Coutinho para se virar sem espaço completaram o lance que culminou com o primeiro gol brasileiro.

Também organizado taticamente, o Paraguai não se desesperou e nem abriu a porteira. De quebra viu seu goleiro defender um pênalti cobrado por Neymar, que na base do talento individual fez o segundo do Brasil. Os brasileiros  buscaram o gol sem abrir buracos que permitissem o contra-ataque paraguaio.

No final, após receber de Coutinho, Paulinho, de novo, serviu com maestria Marcelo, autor de mais um golaço da equipe de Tite. Assim, um jogo que poderia ser suado terminou com o folgado placar de 3 a 0 em mais uma demonstração de como a aplicação tática favorece os jogadores habilidosos dessa seleção.


Tite “goleia” técnicos adversários nas Eliminatórias
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O desempenho da seleção brasileira nos sete jogos comandados por Tite até a vitória contra o Uruguai geraram um abismo entre o desempenho do treinador brasileiro nas Eliminatórias da Copa de 2018 e o de seus colegas. O técnico do Brasil tem números melhores do que os adversários em praticamente todos os quesitos, de acordo com estatísticas disponíveis no site “O Gol”.

 Um bom parâmetro é o rendimento da Argentina com Edgardo Bauza no banco de reservas, pois o ex-comandante do São Paulo também acumula sete participações no torneio. Enquanto o Brasil de Tite (sem contar os jogos com Dunga) marcou 21 gols, os argentinos fizeram nove com Bauza.

Na defesa o ex-corintiano também leva vantagem sobre o ex-são-paulino. Seu time levou apenas dois gols. A equipe do colega foi vazada oito vezes.

Ao mesmo tempo em que o brasileiro venceu suas sete partidas, o argentino acumulou três vitórias, dois empates e duas derrotas.

Nenhum treinador somou mais vitórias do que Tite. Oscar Tabárez também tem sete triunfos, mas dirigiu a seleção do Uruguai 13 vezes na competição.

O brasileiro é o único a colecionar sete vitórias seguidas na competição. E só Tite atingiu a marca de quatro resultados positivos fora de casa. O apetite ofensivo dos brasileiros como visitantes sob o comando dele também impressiona. São 11 gols comemorados nas casas dos adversários. Apenas o Equador de Gustavo Quinteros chegou a essa marca, mas ele participa do certame desde o início.

A média de gols marcados pelo Brasil a partir da chegada do atual técnico é superior a de todos os concorrentes. São três por jogo contra média de 1,9 por partida registrada pelo Uruguai de Tabárez, equipe que mais marcou gols nas eliminatórias. Foram 25 em 13 jogos. Só quatro a mais do que o Brasil de Tite fez em sete partidas.

Na defesa, a média de gols sofridos pela seleção brasileira com o substituto de Dunga no comando é a menor da disputa: 0,28 por partida.

Na disciplina, a equipe de Tite também se destaca. Foram 13 amarelos e sem expulsões. Nenhum treinador, entre os que estiveram em pelo menos sete jogos, viram seus atletas serem tão pouco punidos.

Os números também são favoráveis ao atual treinador na comparação com seu antecessor. Dunga registrou duas vitórias, três empates e uma derrota nas Eliminatórias para o mundial russo. O ex-treinador disputou um jogo a menos do que seu sucessor, mas viu a seleção com outro comandante fazer dez gols a mais e sofrer seis a menos.


Opinião: Corinthians redescobre como é fácil agradar aos seus torcedores
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Sem dar espetáculo, sem contratações bombásticas e sem astros, o Corinthians é líder geral do Campeonato Paulista. Já venceu dois rivais em clássicos: Palmeiras e Santos. É o que bastou para Fiel, antes cabisbaixa, voltar a sorrir.

Não foram necessárias goleadas e nem atuações de gala. Bastaram correria, vontade, aplicação tática, garotos da base em campo e solidez defensiva. Assim, o alvinegro redescobre como é fácil satisfazer à sua torcida. Não é preciso gastar como arqui-inimigo Palmeiras, desde que esses elementos estejam em campo.

Foi assim no início do trabalho de Tite em 2012 (tirando a parte da molecada), quando o time era de operários dedicados. Não se trata de comparar as duas equipes, pois a de hoje não dá, pelo menos por enquanto, indícios de que pode chegar onde aquela chegou. A comparação é na simplicidade que satisfez o torcedor.

Se mantiver esse ritmo e não ganhar o Paulista e permanecer na briga pela Copa do Brasil, nenhuma catástrofe acontecerá em Itaquera. Carille provavelmente poderá seguir seu trabalho.

Antes considerado por muitos a quarta força de São Paulo, hoje o Corinthians pode pensar no título Estadual, mesmo com a natural evolução do favorito Palmeiras. Pois em campeonato com mata-mata, não dá pra duvidar de time que tem a pegada demonstrada pelo alvinegro.


Tranquilizado por Tite, Ganso descarta pedir para sair do Sevilla agora
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Sem ser aproveitado no Sevilla, Paulo Henrique Ganso tem recebido constantes sondagens de clubes brasileiros. Santos e Grêmio estão entre os que já manifestaram interesse em repatriar o jogador. Porém, o meia e seu estafe não têm planos para pedir uma transferência agora em busca de mais visibilidade.

A recente conversa com Tite, que esteve na Espanha e disse entender o período de adaptação dele ao futebol espanhol, acalmou o atleta em relação às suas chances de disputar a Copa da Rússia. Por isso, encontrar um time para ser titular agora não é visto como algo fundamental em busca da vaga no Mundial do ano que vem.

A ideia é que o empresário do atleta, Giuseppe Dioguardi, só converse com a diretoria do Sevilla sobre o futuro do jogador após ao final desta temporada. A partir daí, se não houver a perspectiva de ele ser aproveitado, será sugerida a negociação com outro clube europeu para que Ganso jogue com frequência e conquiste seu espaço na seleção. Voltar ao Brasil no segundo semestre também não faz parte da estratégia. Seria um retrocesso. Além disso, a negociação com um clube brasileiro é vista como muito difícil por questões financeiras.

No momento, Ganso está convencido de que deve treinar sem reclamar, pois o time está bem, briga pelo título Espanhol e não há como criticar o técnico Jorge Sampaoli por sua ausência.


Opinião: diferentes, Tite e Neymar formam combinação vital para a seleção
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Os dois tiveram seus nomes cantados pela torcida em treino da seleção brasileira em Manaus.

Ambos foram fundamentais para a vitória do Brasil por 2 a 1 sobre a Colômbia nesta terça feira.

Um simboliza a força coletiva da nova seleção. O outro representa o lance individual, decisivo.

Um é transpiração. O outro é inspiração.

Um filtra seus sentimentos, é a sensatez em pessoa. O outro é emoção em estado bruto, uma bomba-relógio.

Um preza pelo clima de paz e cordialidade entre imprensa e seleção, tem jogo de cintura diante das perguntas mais duras. O outro rebate questionamentos indesejados com coices. Vive às turras com os jornalistas.

Um criou todas as condições para brilhar o outro, que evitou o tropeço do chefe já em seu segundo jogo na seleção marcando o gol de desempate.

Um comemorou se juntando aos torcedores, se posicionando no mesmo andar deles. O outro festejou seu gol com uma dose de arrogância, na base do “eu sou f…”, “eu estou aqui”, se colocando como o salvador da torcida.

Um abraçou o outro em pura demonstração de sintonia entre a dupla.

Completamente diferentes, Tite e Neymar se completam numa combinação que deu vida nova à seleção.


Nova seleção combina transpiração e inspiração para vencer
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A vitória sobre o Equador por 3 a 0 nesta quinta pelas Eliminatórias premiou o esforço de Tite e sua comissão técnica para acelerar o processo de fazer a seleção brasileira assimilar o estilo de seu novo treinador.

As conversas com técnicos de clubes e a escalação de velhos conhecidos de Adenor deram resultado, pois é impressionante como já no primeiro jogo com Tite a seleção mostrou uma nova cara.

É um time que combina melhor aplicação tática e talento individual do que a seleção de Dunga. Mistura a transpiração de Paulinho com a inspiração de Neymar, Gabriel Jesus, autor de dois belos gols, e Philippe Coutinho. O novo Brasil já sabe o que fazer quando está com a bola e sem ela. Marca a saída de bola do rival, tenta triangulações e chega ao ataque até com volante.

Evidentemente, o treinador ainda tem muito trabalho pela frente, com fazer Daniel Alves ser mais útil no novo esquema, ou dar a camisa dele para Fágner.

É cedo para empolgação, mas o torcedor brasileiro, enfim, já pode sonhar com dias melhores para a equipe nacional.


Opinião: Neymar precisa desligar o ‘modo Dunga’
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Capitão da seleção brasileira, Neymar destoa do clima construído pelo técnico Rogério Micale e também por Tite na seleção principal após a queda de Dunga.

Os dois treinadores estabeleceram uma relação pacífica com a imprensa e com a torcida, sem fazer bico depois de uma pergunta que não gostem. Nem deixam transparecer que não gostam.

Já o principal jogador do time nacional, voltou a mostrar irritação com críticos após o empate em 0 a 0 com a África do Sul na estreia na Rio-2016. “Eu procuro estar presente. Não jogamos em função de um jogador só para que a equipe se movimente inteira. É como o Barcelona joga, a gente joga em função do Messi e ele é o cara que toca mais na bola. Ninguém fica ‘chateadinho’ por jogar a bola no Messi. Muita gente não entende isso e acaba falando besteira”, disse ele depois do jogo.

Antes, durante a fase de preparação, ele já mostrara irritação ao ser perguntado sobre seu comprometimento com a seleção brasileira. Seu comportamento arredio combina mais com a era Dunga, em que o treinador estava sempre pronto para uma boa briga. Neymar parece que parou no tempo. Ainda está naquela fase de nós contra todos da época ex-técnico do Brasil.

Ele tem o direito de ser duro com os críticos, mas precisa perceber que os tempos mudaram e analisar se não está errando na dose. Além disso, como capitão, Neymar deveria trabalhar para criar um ambiente favorável para a seleção ao jogar em casa. E o comportamento diante das câmeras é fundamental para isso. As entrevistas deveriam ser usadas por ele para fortalecer a ligação da torcida com a equipe, entre outras coisas. Mas não é nervosinho que conseguirá isso.

 Pior, fica o temor que essa irritação seja levada para o campo e resulte em cartões que deixem o Brasil desfalcado de seu principal jogador. E isso não seria novidade.


O que Tite viu no empate entre Palmeiras e Santos
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Cumprindo sua promessa de acompanhar o maior número possível de jogos no Brasileirão, Tite, treinador da seleção brasileira, foi ao Allianz Parque assistir ao empate em um gol entre Palmeiras e Santos. E ele viu…

… o alviverde abrir o placar antes dos 15 minutos do primeiro tempo pela quarta vez seguida no Brasileirão. Mina fez com seis minutos de jogo. As outras foram aos 7 minutos diante do Figueirense, 14 minutos contra o Sport e 10 minutos no duelo com o Cruzeiro.

… como será  importante marcar Mina na bola aérea quando o Brasil enfrentar a Colômbia. O zagueiro saiu machucado ainda no primeiro tempo após fazer seu primeiro gol pelo Palmeiras. E de cabeça.

… o time da casa cair de produção no segundo tempo depois de marcar no começo do jogo, como ocorreu contra o Sport. A diferença é que diante dos pernambucanos os comandados de Cuca acordaram depois de sofrerem o gol de empate e venceram com tranquilidade, por 3 a 1.

… a falta que Gabriel Jesus e Roger Guedes fizeram ao Palmeiras.

… Gabigol ser vital para o Santos, mesmo sem ser brilhante, ao fazer a jogada do gol de empate.

…. Dudu tentar um ou outro lance de efeito. Pouco para o potencial que tem.

… Gabigol e Dudu discutirem por bobagem, como ele não gosta de ver seus jogadores fazerem.

… o goleiro da seleção olímpica Fernando Prass ser pouco exigido e não ter culpa no gol que sofreu numa bola desviada na zaga alviverde.

… Lucas Lima ter uma atuação discreta.

… Thiago Maia desperdiçar execlente chance de gol num chute bizarro no segundo tempo, decretando o empate.


Como é a reinvenção de Tite na seleção brasileira
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Colaborou Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

A REINVENÇÃO DE TITE

Como era

Análises

 Tinha observadores para assistir aos jogos dos adversários nos estádios.

Imprensa

No Corinthians, o treinador reservava a ele mesmo o direito de não comentar um determinado assunto nas coletivas de imprensa. E só dava entrevistas marcadas previamente.

Montagem do time

Levava tempo testando jogadores em funções nas quais avaliava que poderiam render mais.

Del Nero

Demonstrou publicamente ser a favor de mudanças no comando da Confederação Brasileira ao assinar manifesto que pedia a renúncia de Marco Polo Del Nero, presidente da CBF.

Como é agora

Análises

Vai pessoalmente assistir aos jogos de adversários do Brasil, pelo menos no início do trabalho. Enquanto isso, sua equipe trabalha na CBF mapeando jogadores que podem ser convocados, além de também analisar rivais.

Imprensa

Em sua primeira entrevista coletiva respondeu a todas as perguntas e disse aos jornalistas que não ficassem constrangidos em repetir questionamentos que entendessem não terem sido respondidos com clareza. Deu entrevistas em estádio e na saída de aeroporto ao ser abordado em seus deslocamentos para observar jogos da Copa América.

Montagem do time

Vai conversar com técnicos de clubes e assistir a treinos para saber exatamente quais as características dos jogadores e como aproveitá-los melhor, sem precisar fazer testes durante os treinamentos na seleção brasileira. Em seu planejamento estão visitas a clubes do Brasil e do exterior.

Del Nero

Diz que foi contratado para ser técnico da seleção brasileira de futebol e que a melhor forma de contribuir é aplicar transparência, democratização e excelência em sua área de trabalho. Afirma que mantém a opinião de que essas características devem marcar todos setores, não só da CBF mas também da sociedade.

Objetivos das mudanças

Análises

Conhecer mais rapidamente adversários que não estava acostumado a enfrentar.

Imprensa

Criar uma relação amistosa e de confiança com os jornalistas.

Montagem do time

 Ganhar tempo. Dependendo do relato dos treinadores, ele já pode descartar eventuais experiências que faria com atletas na seleção.

Del Nero

Ao mesmo tempo, mantém a opinião de ser importante democratizar a entidade, mas evita conflito com o presidente da CBF.


Corinthians sofre na estreia de Cristóvão como sofreu no fim da era Tite
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Na estreia de Cristóvão, o Corinthians sofreu como em seu último jogo sob o comando de Tite, contra o Palmeiras.

Tanto na derrota diante do Galo por 2 a 1 como no clássico paulista os corintianos passaram sufoco no primeiro tempo com a marcação alta do rival no primeiro tempo. Nos dois casos, o Corinthians levou o empate para o vestiário, demonstrando ser capaz de vencer, mas tomou o gol na etapa final, de novo em lance polêmico. Marcos Rocha estava impedido no momento do cruzamento para Fred marcar, na opinião deste blogueiro, após rever o lance na TV.

Também como aconteceu no jogo derradeiro de Tite comandando a equipe, o Corinthians não teve forças para empatar. Só que dessa vez, tomou o segundo numa falha do jovem zagueiro Pedro Henrique, que pela falta de opções também jogaria com Tite.

No final, o time do treinador estreante fez seu gol e chegou a pressionar o adversário, sem conseguir marcar.

Se não melhorou a equipe, o que era esperado pelos poucos dias de trabalho, Cristóvão também não fez nenhuma bobagem. Merece que seu trabalho seja analisado com calma pelo torcedor corintiano (o mesmo vale em relação a Pedro Henrique).

O saldo é que o novo técnico vai ter que corrigir problemas que o antecessor ainda não tinha conseguido sanar, como a dificuldade para fugir da marcação em seu campo de defesa e as falhas nas finalizações.