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Arquivo : Mauricio Galiotte

Não é mais só Mustafá x Leila. Mudança estatutária rachou grupos políticos
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Quando Maurício Galiotte foi eleito presidente do Palmeiras, em novembro de 2016,  como candidato único, o clube estava perto de uma pacificação histórica. Cerca de um ano e cinco meses depois, a calmaria não existe mais.

Primeiro, a harmonia foi quebrada pelo conflito entre Mustafá Contursi e Leila Pereira. A conselheira, dona da Crefisa e da FAM, patrocinadoras palmeirenses, levantou suspeitas de envolvimento do ex-dirigente com cambistas. O cartola negou a acusação, e o caso foi parar no Minsitério Público.

Os “mustafistas” acusaram a empresária de tentar se vingar de Contursi por ele supostamente não ter ajudado a conselheira a conseguir uma alteração estatutária para diminuir o tempo que ela precisaria para ser candidatar à presidência.

A disputa entre os dois aumentou com a proximidade da votação no conselho sobre a mudança do mandato presidencial de dois para três anos. Mustafá foi contra, e Leila, a favor. Na última segunda, a proposta pelo triênio, apoiada também por Galiotte, venceu de maneira apertada.

Não é mais um duelo

O pleito, porém, marcou o fim da polarização da briga política no Palmeiras entre Mustafá e Leila. A maioria dos grupos políticos não entrou em consenso. Houve rachas e consequentemente deserções.

O resultado é um cenário mais multifacetado do que antes e até novas desavenças pessoais entre conselheiros.

Um símbolo da fragmentação causada nos “partidos” alviverdes é o grupo “Palmeiras Responsável”. Criado para combater a ideia de que a eventual mudança pudesse valer já para o próximo presidente a ser eleito em novembro, o grupo conta com pelo menos cerca de 40 integrantes de diferentes alas.

A corrente seguirá trabalhando contra a mudança aprovada no conselho, já que ela precisa ser referendada pelos sócios.

Entre os membros do movimento estão o primeiro vice-presidente, Genaro Marino, ligado a Nobre, Carlos Antonio Faedo, vice-presidente do Conselho Deliberativo, José Corona Neto, ferrenho opositor da atual gestão, o ex-vereador Nelo Rodolfo e conselheiros ligados a Mustafá, entre gente de outros “partidos”.

O grupo conta ainda com integrantes da UVB (União Verde e Branca), que foi uma das principais correntes de oposição à gestão de Paulo Nobre. O caso dessa ala ilustra bem a turbulência causada pela disputa referente à última mudança estatutária. A UBV fechou apoio aos três anos com validade já na próxima gestão. Parte dos membros não concordou com a decisão.

Eleição

Publicamente, líderes do Palmeiras Responsável afirmam que seu foco é só a decisão sobre a atual proposta de mudança estatutária. Mas há membros de peso no grupo que fazem planos mais ousados. Planejam que o movimento se torne um forte grupo de oposição a Galiotte e Leila com objetivo de lançar candidato no próximo pleito.

Existe também o pensamento de que é possível equilibrar a disputa financeira com Leila unindo forças.

O principal argumento da nova ala é de que a alteração não pode favorecer o presidente que está atualmente no poder e trabalha pela mudança. Galiotte pretende se candidatar em novembro. Assim o grupo entende que a mudança só deveria valer para a gestão seguinte à próxima.

O novo formato também é visto por eles com uma forma de favorecer Leila. Se o próximo mandato for novamente de dois anos, ela ainda não poderá ser candidata ao final dele por não ter o tempo mínimo exigido como conselheira. Mas, se for uma gestão de três anos, a empresária estará apta a se candidatar. E caso Galiotte seja o presidente, ela deve ser candidata da situação.

Os líderes do Palmeiras Responsável torcem o nariz para o fato de a patrocinadora ter oferecido jantares em restaurantes luxuosos e convidado conselheiros para irem aos jogos do Palmeiras fora de casa em seu jato. Em pelo menos uma das ocasiões, os agraciados se encontraram com Galiotte.

“A atual diretoria executiva extrapolou os limites no convencimento aos conselheiros indecisos. Respeitamos e compreendemos o jogo político, mas um olhar mais atento evidencia que os instrumentos utilizados foram muito além do debate”, diz trecho de manifesto divulgado nesta quinta pelo Palmeiras Responsável.


Como briga política pressiona ainda mais árbitro de Corinthians x Palmeiras
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A briga entre o grupo político de Marco Polo Del Nero, situacionista na CBF, e Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, aumenta a pressão sobre o árbitro do clássico entre Corinthians e Palmeiras neste domingo.

Anderson Daronco já entraria pressionado pelo imbróglio no final do Campeonato Paulista e pelas críticas do Dérbi que apitou em novembro de 2017. Porém, pelo fato de a revolta do alviverde com a FPF ter reflexos na crise política entre Bastos e a cúpula da CBF, a situação do árbitro fica mais delicada.

Um eventual erro grave do juiz a favor do Corinthians deverá dobrar a ira palmeirense. A entidade paulista deixaria de ser o único foco de revolta do clube comandado por Maurício Galiotte. Como o jogo é pelo Brasileirão, a confederação entraria na mira.

Caso uma falha gritante aconteça a favor do Palmeiras, será a vez de o Corinthians disparar contra a CBF. Vale lembrar que Andrés Sanchez é aliado histórico de Bastos. O presidente corintiano não votou em Rogério Caboclo, eleito para assumir a confederação a partir de abril do ano que vem com indicação de Del Nero. Há um histórico de rusgas entre o deputado federal petista e o cartola banido do futebol pela Fifa (ele vai recorrer).

Mais do que isso, o mandatário da FPF pretendia se candidatar à presidência da confederação, mas não conseguiu devido à manobra que fez Caboclo, ungido por Del Nero, ser candidato único.

Nesta semana, como mostrou o blog do Rodrigo Mattos, o cartola paulista foi retirado de seu cargo na Conmebol pelo atual presidente da CBF, Coronel Nunes. Ele também não vai cuidar mais das Séries B e C do Brasileiro. Os dois postos davam ao dirigente proximidade com cartolas de clubes. O substituto de Bastos na confederação sul-americana será Nunes. É comum presidentes das entidades nacionais ocuparem cargos na Conmebol. O dirigente paulista assumira o posto porque Del Nero não viajava para as reuniões no Paraguai com receio de ser preso por causa de acusações de corrupção que sofre nos Estados Unidos. Ele nega ter cometido crimes.

Nesse cenário bélico, uma atuação impecável de Daronco no clássico é fundamental para a CBF deixar a bomba só nas mãos da FPF. A solução rápida de uma dúvida do juiz consultando seus auxiliares, por exemplo, seria uma “aula” para a entidade chefiada por Bastos. A crise com o Palmeiras começou porque no segundo jogo da final estadual a arbitragem demorou para cancelar um pênalti que havia sido marcado para o alviverde contra o alvinegro. A demora deu início às suspeitas palmeirenses de que houve irregular interferência externa na decisão.

Para esquentar mais o caldeirão do clássico, há um histórico recente de desentendimento entre os jogadores dos times. Os últimos duelos também demonstraram disposição dos atletas em apitar os jogos, pressionando o juiz sempre que possível. Isso aconteceu justamente com Daronco no Dérbi do segundo turno do Brasileirão do ano passado, com muita reclamação palmeirense.

Essa explosiva combinação de fatores fará com que o gramado da Arena Corinthians se transforme num campo minado para a equipe de arbitragem.

 


Crise com Palmeiras coloca presidente da FPF em xeque
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Os recentes ataques de Maurício Galiotte deixam a autoridade da Federação Paulita de Futebol (FPF) e do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) em xeque. Consequentemente, Reinaldo Carneiro Bastos, mandatário da entidade estadual, também fica numa situação delicada.

O presidente do Palmeiras já chamou o Campeonato Paulista de Paulistinha duas vezes, além de criticar em várias oportunidades a maneira como a federação e o tribunal trataram a denúncia do clube em relação ao jogo decisivo da competição. Para o alviverde, houve interferência externa na decisão que anulou um pênalti (marcado incorretamente na opinião deste blogueiro) a favor de sua equipe na segunda partida da final com o Corinthians.

Galiotte se revoltou com o fato de o tribunal decidir não julgar o caso alegando falta de provas e porque a FPF não tomou medidas disciplinares contra os envolvidos na suposta interferência. Também ficou irritado ao ver o tribunal alegar que seus advogados perderam o prazo para pedir a impugnação do jogo.

Chamar o torneio de Paulistinha fez Galiotte ser denunciado pelo TJD. Ele promete não comparecer ao julgamento marcado para esta segunda-feira, o que em tese aumentaria a crise.

O grau de rebeldia do dirigente palmeirense é raro em termos de FPF. O atual presidente da entidade vinha se mostrando afinado com os clubes paulistas e até virou representante de seus anseios na Conmebol.

Agora, porém, vê sua autoridade contestada. A falta de uma punição para Galiotte pode deixar a federação vulnerável a outros ataques de cartolas, o que enfraqueceria a entidade. Por outro lado, um castigo pesado certamente fará o presidente palmeirense gritar mais alto, reação que prolongaria a briga.

A crise acontece justamente num momento em que Bastos precisa do apoio dos clubes para tentar não perder espaço na CBF e na Conmebol. O presidente da FPF pretendida se candidatar à presidência da confederação, mas não conseguiu o número mínimo de indicações de federações e times para registrar chapa. Agora, ele corre o risco de ser afastado dos cargos de diretor remunerado das séries B e C e de representante da CBF na Conmebol. Isso a partir do início da gestão de Rogério Caboclo, prevista para começar em abril de 2019.

Se não contornar o problema com o Palmeiras, ele perderá um importante apoio para manter seus planos em termos nacionais e internacionais. Além disso, pode passar a conviver com uma oposição indesejada em seu próprio território, a FPF.


Chefe do TJD vê Galiotte em campanha e diz: ‘não vai ser campeão no grito’
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“A federação é tão profissional que não vai dar o título pro Palmeiras e pra nenhum clube no grito. Quer ganhar, vai ganhar na bola”. Essa é só uma das fortes afirmações feitas ao blog pelo delegado Antônio Olim, presidente do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) da Federação Paulista. Ele respondia sobre as novas críticas feitas por Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras, ao órgão (leia a resposta do dirigente no final deste post).

Desde que o alviverde perdeu o Campeonato Paulista para o Corinthians, o dirigente está em guerra com a federação e o tribunal. Sem sucesso, ele tenta impugnar o resultado da partida por suposta interferência externa na anulação de um pênalti a favor de seu time.

Porém, para Olim, Gagliotte estica o assunto por ter motivações eleitorais. O presidente palmeirense deve ser candidato à reeleição em novembro. Na opinião do chefe do tribunal, sem conquistar o Estadual, o cartola estaria tentando ganhar o apoio dos eleitores por meio da briga com FPF e TJD.

“No começo eu entendi a posição dele. Estava no calor do jogo, o cara fica fora de si, é normal. Mas agora passou dos limites. Acho que ele está pensando em segurar o mandato dele. Tem eleição este ano, perdeu o título, precisa culpar alguém, arrumar um Cristo. Ataca o tribunal. Ele tem que ganhar a eleição no voto, não assim”, disparou Olim.

Nesta sexta (4), Galiotte se revoltou com a decisão do presidente do TJD de rejeitar o pedido de impugnação da partida alegando que o Palmeiras perdeu o prazo para reclamar. O dirigente também crê que o clube levou ao órgão provas de que houve interferência no tribunal e reclamou de ninguém ter sido punido.

“O Palmeiras não cumpriu o que está escrito no artigo (sobre impugnação). Tudo que foi levado ao tribunal foi investigado. Se não teve como provar, vamos jogar futebol. O Palmeiras tem um time caro, deixa jogar. O palmeirense quer ver o time jogando, não tribunal. Fala pra ele (Maurício) ficar no clube dele, no tribunal mando eu”, disse Olim.

Sobre a reclamação palmeirense de que nenhum membro da equipe de arbitragem foi punido, o delegado diz não terem sido encontradas provas de interferência externa e que “se a arbitragem foi mal, o Palmeiras tem que cobrar a federação, não o tribunal”.

Segundo o presidente do TJD, o dirigente alviverde pode voltar a ser denunciado no órgão pelas novas críticas. Ele já foi convocado para falar sobre declarações anteriores.

Procurado, Galiotte deu a seguinte resposta:

“Como presidente do Palmeiras estou fazendo meu papel em defender a instituição diante de uma irregularidade explícita. Aproveito e deixo a ele (Olim) as seguintes perguntas:
1 – Por que o delegado Olim, como presidente do TJD, não faz o seu papel de investigar o que aconteceu?
2 – Por que o TJD deu um parecer sobre o inquérito em 7 dias, mesmo tendo 15 dias de prazo?
3 – Por que nenhum membro da arbitragem foi afastado ou denunciado?
4 – Por que o TJD não analisou as imagens que o Palmeiras enviou comprovando claras irregularidades na final do Paulista?
5 – Por que, desde o início, o TJD procurou desviar a atenção do que aconteceu e procurou encontrar subterfúgios processuais para não levar a investigação adiante?”


Briga entre Palmeiras e FPF envolve até repúdio a comentarista da Globo
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A postura crítica de Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras, em relação à Federação Paulista por considerar seu time prejudicado pela arbitragem na final estadual contra o Corinthians tende a gerar uma série de reflexos. Veja abaixo os principais efeitos que a postura já causou ou pode causar.

Atrito com a Globo

Pelo menos três conselheiros palmeirenses defendem que Paulo César de Oliveira, comentarista de arbitragem da Globo, seja considerado persona non grata no clube. Eles alegam que desde quando era árbitro, Oliveira tem antipatia pelo time e prejudicou a equipe com supostos erros em suas atuações. Agora alegam que os comentários dele durante as transmissões costumam ser desfavoráveis ao alviverde. As opiniões dele sobre o jogo do último domingo se transformaram no estopim para ele ser colocado no pacote retaliações proposto por membros do Conselho Deliberativo. O ex-juiz opinou que foi um acerto a arbitragem voltar atrás no pênalti marcado para os donos da casa, mas criticou a demora para a decisão ser tomada. Eles ainda reclamam que o irmão de Oliveira, Luiz Flávio, também teria prejudicado a agremiação em suas atuações. Esses conselheiros tentam convencer colegas a criar um abaixo-assinado para convocar uma reunião do conselho a fim de votar sobre o comentarista ser considerado persona non grata. O objetivo é constranger a Globo e fazer com que ela evite escalar o ex-árbitro para trabalhar em jogos da equipe no Allianz Parque. Outro problema que envolve a principal rede de TV do país é o pedido de conselheiros para que o Palmeiras não dispute o Paulista com sua equipe principal. O contrato do clube com a emissora determina que na maior parte do torneio devem ser usados os principais atletas.

Antipatia dos árbitros

Carta de conselheiros para Galiotte pede, entre outras medidas, que os integrantes da equipe de arbitragem que trabalharam no segundo jogo da decisão do Paulista sejam vetados em todas as partidas do Palmeiras. A medida inclui até o diretor de arbitragem da federação, Dionísio Roberto Domingos. Veto a juiz por parte de clubes costuma causar irritação na classe. Para piorar, parte dos árbitros trabalha com a informação de que o Palmeiras vetou Raphael Claus no sorteio para o segundo jogo da decisão estadual. O árbitro expulsou Jailson no confronto entre os rivais na primeira fase. O clube nega interferir na escolha dos juízes.

Perda de apoio da federação

Em nota oficial, Galiotte divulgou que o clube ficará rompido com a FPF se uma série de exigências não for cumprida pela entidade. Em tese, o rompimento deixaria o Palmeiras em situação desconfortável para fazer na Federação pedidos como alterações na tabela e mudanças de horários de partidas, além de eventual lobby para tentar impedir a presença de determinado árbitro em suas partidas, por exemplo.

Eleição

Galiotte deve ser candidato à reeleição em novembro. Suas atitudes na briga com a FPF já são avaliadas politicamente por conselheiros. A maioria aprova a decisão de peitar a entidade, mas também há quem critique o cartola. As críticas são por ele ter sido, na opinião de alguns, deselegante ao ter autorizado a equipe a não receber as medalhas de vice-campeão e por supostamente usar o episódio para encobrir problemas do time. Outra queixa é de que o presidente teria demorado para agir contra a federação.

Conselheiros em xeque

A briga deixa em posição delicada conselheiros palmeirenses que atuam na federação. A carta que cobra medidas do presidente pede que a diretoria palmeirense determine que eles se desliguem de seus cargos na entidade. Um dos que ficam em posição delicada é Américo Calandriello  Júnior, o Ameriquinho. Além de conselheiro palmeirense, ele é vice-presidente de relações institucionais da FPF. O cartola está na entidade desde os tempos de Marco Polo Del Nero e terá dificuldade para cumprir a exigência, se ela for cobrada por Galiotte. Uma prova disso é o fato de ele ter furado o boicote palmeirense à festa de encerramento do Paulista na última segunda comparecendo como dirigente da federação.


Eleição e revés nos bastidores. A pressão sobre Galiotte e Andrés na final
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O palmeirense Maurício Galiotte abre seu último ano do atual mandato como presidente do clube tentando o título paulista neste domingo. Ao mesmo tempo, o corintiano Andrés Sanchez marca seu retorno à presidência com a chance de ser campeão logo na primeira competição. Apesar dos momentos distintos, levantar a taça no Allianz Parque tem semelhante peso político para ambos.

No caso do cartola alviverde, colocar as mãos no troféu tem a ver com votos. A próxima eleição no clube está prevista para novembro e provavelmente o presidente será candidato à reeleição. A votação deve ocorrer antes da final da Libertadores, principal objetivo palmeirense. O campeão brasileiro dificilmente estará definido até o dia do pleito. Ou seja, o Estadual representa uma das poucas chances de Galiotte de conquistar um título antes da eleição. Outra oportunidade é a Copa do Brasil.

Parte dos conselheiros, a maioria ligada a Mustafá Contursi, defendem uma retirada em massa de apoio ao presidente caso ele seja candidato e mantenha Alexandre Mattos como executivo de futebol do clube. Basicamente eles se queixam que o funcionário tem muita autonomia e provoca gastos incompatíveis com as conquistas em campo, apesar do caneco do Brasileirão em 2016.

Nesse cenário, vencer o Paulista em cima do maior rival, daria musculatura para Mattos, aliviando a pressão sobre Galiotte em termos de seus planos para um eventual novo mandato.

Do lado preto e branco da decisão, Andrés sofre críticas de conselheiros por supostamente ter mostrado fraqueza nos bastidores diante do Palmeiras. O caso principal é o recuo em relação a realizar treino aberto no sábado de manhã, após pedido do Ministério Público e da Polícia Militar. Só os palmeirenses cumpriram o protocolo de aviso às autoridades de segurança pública, e ganharam apoio delas para manter sua programação. Pressionado pela ameaça de o MP entrar com uma ação para impedir a presença dos torcedores nos dois treinos e de até de tentar a destituição dos presidentes em caso de confronto entre torcedores, Andrés mudou o trabalho da equipe para a última sexta-feira.

Além disso, o próprio cartola corintiano afirmou que já havia cedido demais em benefício do Palmeiras durante o campeonato ao dizer que não recuaria em relação ao treino aberto.

Depois da mudança, o dirigente foi criticado em redes sociais por torcedores, acostumados com posturas firmes do cartola em disputas com rivais. A conquista do título em território verde praticamente passaria uma borracha no episódio.

A conquista ainda amenizaria a pressão de conselheiros e torcedores pelo fato de a diretoria não ter conseguido um substituto para o atacante Jô. Principalmente por ter no currículo a contratação de Ronaldo, a vitória de Sanchez gerou a expectativa entre torcedores de que pelo menos um nome de peso para o ataque viria. Mas as contratações foram modestas, seguindo a limitação financeira do clube. A falta de um centroavante é o principal ponto fraco do time.

Nesse contexto, o fato de a decisão, nos dois casos, ser contra o maior rival, potencializa tanto a paz como a turbulência que Galiotte e Andrés vão enfrentar a partir do fim da tarde deste domingo, dependendo do placar da final.


Opinião: Andrés e Galiotte trocam de papéis em caso dos treinos abertos
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Maurício Galiotte chegou à presidência do Palmeiras com fama de conciliador. Andrés Sanchez voltou ao cargo máximo no Corinthians ostentando o rótulo de bom de briga. O deputado federal não costuma recuar em seus planos em nome da diplomacia.

Porém, no caso dos treinos abertos dos finalistas do Campeonato Paulista, palmeirense e corintiano trocaram de papéis. Galiotte bateu o pé e manteve o treinamento de sua equipe para o próximo sábado às 10h. Andrés recuou e marcou o trabalho com presença dos torcedores para as 20h de sexta-feira.

Na opinião deste blogueiro, ponto para o cartola alvinegro. Não fazia sentido dois dirigentes com tantas responsabilidades nos ombros ignorarem o alerta da Polícia Militar e do Ministério Público sobre o risco de combates sangrentos pela cidade em caso de treinos simultâneos. Nada justificaria tornar vulnerável a integridade física de tanta gente.

Gagliotte tinha a seu favor o fato de ter seguido o protocolo de segurança exigido pelas autoridades, coisa que Andrés disse não ter feito porque o clube não fez nos outros treinamentos com público. Por isso o corintiano virou o lado mais fraco na disputa. No entanto, essa vantagem não impedia que a sensatez no auge da crise viesse do palmeirense. Ele não fez esse gesto conciliador e nobre.

Ao mesmo tempo, apesar de acertar no recuo, é sabido que o presidente alvinegro não repensou sua posição por amor à diplomacia. Cedeu após o Ministério Público ameaçar os dois cartolas com processo de destituição em caso de tumultos pela cidade e de ir à Justiça para impedir os treinos abertos no mesmo horário.

Porém, mais importante do que quem sai da batalha às vésperas da final do Paulista com o troféu de vencedor, derrotado, intransigente ou ponderado é o fato de a cidade se livrar da previsão de uma manhã de sábado mais tensa e violenta do que acontece normalmente por conta de suas debilidades cotidianas.


Final paulista coloca em xeque relação de presidentes com estilos opostos
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A final do Campeonato Paulista, entre Corinthians e Palmeiras, coloca em xeque o relacionamento entre dois presidentes com estilos opostos. Logo na reunião sobre as quartas de final na federação estadual, saiu faísca entre Andrés Sanchez e Maurício Galiotte. O primeiro jogo do confronto, neste sábado, é uma prova de fogo para a relação entre ambos.

Os últimos jogos em Itaquera, onde acontece a abertura da decisão, têm sido ainda mais quentes do que tradicionalmente são os duelos entre os rivais. No último, reclamando da expulsão de Jaílson, Dudu chegou a sugerir que os palmeirenses deixassem o campo. Após a vitória corintiana, o atacante e alguns de seus colegas afirmaram que sempre são prejudicados pela arbitragem na arena alvinegra, o que aumenta a tensão para o jogo deste sábado.

Na semana da primeira partida, Andrés e Galiotte voltaram a se encontrar na federação. O corintiano foi irônico diante do adversário, sisudo na maior parte da entrevista coletiva entre ambos. Andrés cutucou Galiotte empurrando o favoritismo para o Palmeiras e dizendo que sugeriu a Arena Corinthians como palco dos dois jogos da decisão. Antes das quartas de final, os dirigentes discutiram porque Galiotte reclamou de o Bragantino mandar seu jogo contra o Corinthians no Pacaembu, segunda casa alvinegra.

Já Galiotte adotou uma postura séria e discreta durante a maior parte da entrevista numa demonstração das diferenças entre os dois presidentes. Costumeiramente, Andrés é mais espalhafatoso do que o rival ao defender seu time.

O trabalho diário de ambos também é marcado por estilos diferentes. Andrés tem em Duílio Monteiro Alves seu homem de confiança no futebol, mas atua praticamente como vice-presidente do departamento, além de presidir o clube. O corintiano participa ativamente das decisões sobre o time, enquanto Galiotte dá carta branca para o executivo Alexandre Mattos.

O corintiano também é mais presente no vestiário e tem o hábito de se reunir com os jogadores.

A maneira como ambos lidam com os maus resultados obtidos por seus treinadores também é oposta. Seguindo a vontade de Mattos, Galiotte, que assumiu o clube em novembro de 2016, já demitiu Eduardo Baptista e Cuca, além do ex-auxiliar e ex-interino Alberto Valentim. Por sua vez, Andrés tem como uma de suas diretrizes lutar pela manutenção dos treinadores até o final dos contratos.

O jeito como cada um se relaciona com seus aliados políticos também contrasta. Galiotte já se distanciou de Paulo Nobre e Mustafá Contursi, seus principais colaboradores para chegar à presidência. Andrés também já rompeu com antigos colegas, mas se mantém fiel a uma base com cartolas com André Luiz Oliveira, Mané da Carne, Eduardo Ferreira e Duílio. Além de trazer de volta para o clube Luís Paulo Rosenberg, atualmente diretor de marketing.


FPF vai rever regra sobre mandos de jogos em 2019 após queixa do Palmeiras
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Depois de o Palmeiras reclamar da mudança de mando favorecendo o Corinthians contra o Bragantino nas quartas de final do Paulista, Reinaldo Carneiro Bastos combinou com os clubes de rever a regra sobre alteração de locais das partidas para o próximo Campeonato Paulista.

Maurício Galiotte, presidente palmeirense, protestou durante o encontro que definiu a tabela dos mata-matas, o que gerou discussão com o corintiano Andrés Sanchez. Bastos, mandatário da federação estadual, precisou intervir.

Procurado, o departamento de comunicação da FPF confirmou ao blog que a entidade e os clubes acordaram rever esse ponto do regulamento para a próxima temporada.

Apesar de ter se queixado do fato de o Corinthians jogar como visitante com o Bragantino no Pacaembu, sua segunda casa, o Palmeiras não reclamou quando foi beneficiado por situação semelhante. Em 2015, na primeira fase da competição, o Audax mandou seu jogo no Allianz Parque, território alviverde.

Galiotte, na ocasião, era vice-presidente do clube. Nessa condição ele teve atuação destacada no departamento de futebol. Pelo menos publicamente, o dirigente não se posicionou contra a medida na ocasião.

Em sua defesa, o cartola tem o fato de que não representou o clube nas reuniões para discutir o regulamento em 2015. E que como não era presidente, não cabia a ele se posicionar oficialmente sobre o tema. O alviverde era presidido por Paulo Nobre.

Galiotte se diz contra inversões de mando ou situações que se aproximam disso tanto nos mata-matas como na primeira fase. Sua alegação é de que há quebra do equilíbrio técnico da competição. Com esse argumento, ele tentou já na reunião que discutiu o regulamento de 2018 que fossem vetadas atitudes como a do Bragantino nas quartas de final. O time do interior pediu para mandar sua partida diante do Corinthians no Pacaembu em busca de renda melhor. Vencido, o palmeirense voltou a se manifestar no encontro que discutiu as quartas de final.

Na primeira tentativa de barrar a mudança de mando, o Galiotte ouviu da federação que se clubes fossem impedidos de mandar partidas fora de suas cidades, o Santos não poderia atuar na capital, onde tem jogado, além da Vila Belmiro.

Em 2017, o beneficiado foi o São Paulo, que enfrentou o Linense duas vezes no Morumbi pelas quartas-de-final. Galiotte já era presidente do Palmeiras e falou em desequilíbrio, mas foi menos enfático do que no caso corintiano. “Eu enxergo que tem um desequilíbrio, mas a escolha é deles. O Palmeiras tem que pensar no Novorizontino, não tem que opinar sobre outros jogos”, disse ele na oportunidade.

Procurada, a assessoria de imprensa do clube informou que o presidente palmeirense não comentaria sobre seu posicionamento nesses episódios.


Novo acordo com Crefisa preocupa órgão do Palmeiras, mas não a diretoria
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O novo acordo entre Palmeiras e Crefisa, que obriga o clube a ressarcir a patrocinadora por todo investimento feito por ela em contratações, preocupa pelo menos parte dos membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do clube, enquanto a diretoria demonstra segurança.

O maior temor dos “cofistas” é de que a agremiação tenha um considerável prejuízo caso não consiga vender com lucro alguns dos atletas trazidos pela parceira. Há também incômodo com o fato de o novo formato tornar impossível calcular quanto o alviverde terá de repassar aos donos da empresa e da FAM (Faculdade das Américas), José Roberto Lamacchia e Leila Pereira. Na opinião deles, a nova situação bagunça a previsão orçamentária do clube.

Pelo acordo antigo, alterado por exigência da Receita Federal, o Palmeiras só precisava devolver a mesma quantia investida pela parceira em cada jogador se conseguisse vender o atleta. Se vendesse por mais, o lucro seria da agremiação. Caso a negociação ocorresse por menos, o prejuízo seria só da empresa. Agora o Palmeiras fica com eventuais lucros, mas é obrigado a ressarcir os empresários pelo valor injetado. Assim, se um atleta ficar sem contrato e sair de graça, o alviverde tem até dois anos para pagar a patrocinadora.

Como mostrou o UOL Esporte, o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte afirmou que a sociedade esportiva  terá que devolver R$ 120 milhões para a parceira.

Inseguros, alguns membros do COF querem examinar todos os contratos referentes a contratações bancadas pelo casal de milionários para avaliar os riscos. Na contramão dessa insegurança, a diretoria se apoia em uma série de motivos para sustentar que o novo formato não é ruim.

Um dos principais argumentos é de que a diretoria espera quitar a dívida com o ex-presidente Paulo Nobre até o fim deste ano. Isso daria um alívio de aproximadamente R$ 50 milhões anuais para o acerto com a Crefisa.

A recente rotina de aumentos de receita do clube também faz a direção adotar um discurso confiante. De acordo com o balancete de dezembro, o Palmeiras fechou 2017 com arrecadação recorde de aproximadamente R$ 531,1 milhões.

Outro ponto de apoio da diretoria é a avaliação de ser praticamente impossível que todos os atletas contratados pela Crefisa deixem o clube de graça, o que geraria o prejuízo de R$ 120 milhões. O calculo é de que alguns jogadores vão sair com lucro, outros por menos do que foi investido e ainda que talvez alguém vá embora de graça. Nessa conta, uma negociação compensa a outra e acaba sobrando dinheiro para ressarcir o casal de empresários.

Os cartolas também apostam na valorização da maior parte dos atletas contratados. Dudu é o principal exemplo dado. Ele chegou com preço total de 6 milhões de euros e já teve oferta recusada de aproximadamente 14 milhões de euros.

Somando todas essas análises, a direção palmeirense conclui que o acordo antigo com a Crefisa era excelente e que o novo é ainda muito bom. Ou seja, na opinião dos cartolas não há motivo de desespero.